segunda-feira, 28 de novembro de 2016

CRÔNICA DO XVIII ENCONTRO DE CORAIS DE SANTOS DUMONT


Por Francisco José dos Santos Braga



Ficamos muito honrados, minha esposa, a soprano lírica Rute Pardini,  e eu, com o convite para, mais esta vez, colaborarmos com a realização do evento coral de Santos Dumont em sua 18ª edição em 26 de novembro de 2016, inicialmente por tratar-se de uma forma de contribuirmos para o Projeto Vida de Santos Dumont, e especialmente por ter sido feita,  como parte da realização do Encontro, uma homenagem singela ao saudoso frei Justino Burgers o.f.m., grande incentivador dos 17 Encontros anteriores, desenvolvidos pelo Seminário Seráfico de Santo Antônio, de Santos Dumont-MG. Sobre sua vida e seu trabalho pastoral serão dadas algumas informações no final desta matéria. Também não poderia deixar sem menção a homenagem que foi prestada a frei Joel Postma o.f.m. pelos 60 anos de sua consagração religiosa (11/03/1956-11/03/2016).

Preliminarmente, cabe falar algumas palavras sobre o Seminário Seráfico Santo Antônio, local onde se realizou o evento coral. Cabe aqui principalmente assinalar a conclusão da monumental obra de reforma que se verificou nas dependências do Seminário (que, nos últimos anos, foi desenvolvida pelo guardião frei Gabriel e, no presente, pelo guardião frei Irwin), por que passou o Seminário, tendo sido adaptado para acolher encontros, reuniões e simpósios, com a modernização das instalações que foram construídas na década de 1940. Os alojamentos para hóspedes foram padronizados com bom gosto e requinte. Um elevador foi instalado para evitar que os hóspedes tenham que subir a escada para chegar a seus aposentos. A capela sofreu modificações com a aplicação de magníficos vitrais e revestimento acústico para evitar a reverberação e melhorar a audição dos cantos litúrgicos. Na sacristia da referida capela, há um vitral muito bonito de Cristo Rei com coroa de espinhos, recolhido da capela interna da clausura do Ginásio Santo Antônio de São João del-Rei, possivelmente trazido da Holanda, nos tempos áureos do educandário são-joanense, antes da ocorrência do incêndio ocorrido em 31 de maio de 1968. 
Cristo Rei / Crédito pela imagem: Rute Pardini

O pátio sofreu modificações estruturais e profundas, passando de um simples jardim que era, para um grande monumento central rodeado por dois canteiros grandes e quatro canteiros menores, todos dispostos em contraposição geométrica. A estrutura retangular do monumento se destaca no centro do pátio, encimada por um sino e comportando uma escultura em bronze de São Francisco acompanhado pelo lobo de Gubbio, obra do escultor  Leopoldo Martins, de Belo Horizonte. 

Crédito pela imagem: Rute Pardini

Crédito pela imagem: Rute Pardini



















Um pedestal de granito, construído em camadas simétricas crescentes em forma de degraus matematicamente dispostos, foi a forma encontrada pelo projetista do monumento para figurar a famosa lenda de São Francisco e do Irmão Lobo. Pelo granito jorra e escorre uma fonte de água cristalina que é represada na própria área do monumento, que, por sua vez, retroalimenta a fonte através de um sistema hidráulico. Na água represada na base do monumento foram colocados alguns peixes ornamentais, que prestam um benefício sanitário por consumirem ovos e larvas de mosquitos, tão comuns em água parada ao ar livre. Também foram instalados painéis para captação de energia solar, economizando o consumo de energia elétrica nas dependências do Seminário. Com essa modernização do Seminário, ele, além de uma casa de formação de seminaristas, também passou a se prestar a encontros e ser referência como Casa de Encontros de Espiritualidade Franciscana, especialmente para leigos.

Tradicionalmente, os organizadores do Encontro são frei Joel Postma o.f.m. e Maria Alice de Azevedo Sad, ambos participantes com seus respectivos corais: Coral Trovadores da Mantiqueira e Coral Tajapanema. Os organizadores convidaram o duo constituído por minha esposa Rute Pardini e por mim para que se apresentasse na abertura do Encontro, o que nos honrou sobremodo, proporcionando que houvesse, como no ano passado, duas partes: a primeira dedicada à apresentação de música solo, e a segunda, destinada ao evento propriamente dito da apresentação dos Corais. Tivemos então a oportunidade de interpretar um repertório preparado ad hoc, conforme abaixo descrito:

1) Lisa, me vos tu ben?, de Carlos Gomes
Gênero: Canzonetta veneziana
Tema: Sempre que Pedro pergunta se Lisa o quer bem, ela responde que sim. Mas é um "sim" que deixa dúvida, que também parece "não", e é assim só para ouvi-lo perguntar outra vez: Lisa, você me quer bem?
Classificação: satírica
Peça avulsa 
Registro: Soprano
Data: 12 de junho de 1869
Dedicatória: Antonio Pavan
Texto: autor desconhecido (Seria Carlos Gomes o autor da letra?)
Deve-se acrescentar que nesta peça de Carlos Gomes há enorme afinidade entre a linha melódica e o sentido literário, sendo o segundo o que comanda a primeira. A partitura expõe uma face irreverente, colorida por alegres tons luminosos, numa música leve e ligeira, servindo-se do referido tema satírico. Cabe à interpretação do duo captar essas nuances presentes na partitura do "maior operista das Américas".

2) Porgi, amor, qualche ristoro, de Mozart (ária da Condessa na ópera As Bodas de Fígaro)
Minha tradução para "Porgi, Amor":
"Conceda, Amor, algum remédio ao meu pesar, ao meu suspiro.
Ou devolva-me meu tesouro, ou simplesmente me deixe morrer!"
Comentários:
"Porgi, Amor" é uma cavatina, o que significa canção curta ou simples. As frases são repetidas para efeito emocional e a melodia é lenta, simples, repetitiva e permanente com poucas decorações. Cantada pela soprano Condessa Almaviva, que faz sua primeira aparição no palco, dando início à primeira cena do 2º Ato e está completamente só, interpretando uma ária d' afetto, uma ária do tipo confissão privada, muito comum ao gênero. Ela lamenta a perda do amor de seu marido por ela. 
Lorenzo da Ponte é o libretista de As Bodas de Fígaro. 
Rute Pardini cantando Porgi, Amor / Crédito: Benedito de Carvalho



3) Zueignung, de Richard Strauss
É um Lied composto para um poema do austríaco Hermann von Gilm e consta que Strauss tinha 18 anos quando o compôs. Esse Lied abriu a primeira coleção de Lieder publicada por Strauss em 1885. Os Lieder do Op. 10 foram escritos para tenor com acompanhamento de piano. A dedicatória foi para Heinrich Vogl, principal tenor da Ópera da Corte de Munique. O Lied foi orquestrado em 1932 pelo regente alemão Robert Heger e em 1940 pelo próprio compositor. Desde então, tem sido um dos Lieder mais conhecidos do compositor.
Eis minha tradução para o texto:

Dedicação
 
Sim, bem o sabes, alma querida,
quando eu, longe de ti, me aflijo.
O amor abre os corações à dor.
Obrigado!

Uma vez, ébrio de liberdade, 
ergui o cálice de ametista, 
e tu abençoaste o brinde.
Obrigado!

E nisto exorcizaste os demônios
até que eu, como nunca o havia sido,
feliz, feliz, em teu coração me fundi.
Obrigado!

4) Edelweiss, de Richard Rodgers (música)
Peça constante do musical "O Som da Música", lançado em novembro de 1959 na Broadway, tendo em 1965 chegado ao Brasil, como filme musical, com o nome de "A Noviça Rebelde". O autor da letra, Oscar Hammerstein II, morreu de câncer nove meses após a estreia do musical na Broadway.
"Edelweiss" é o nome de uma flor encontrada no alto dos Alpes da Suíça, França, Alemanha, Áustria, Iugoslávia e Itália. O nome dado à flor significa "branco precioso". Ela tem o formato de uma estrela de seis pontas. Se alguém representa um amor eterno ou uma amizade eterna para a gente, é comum presentar essa pessoa com essa flor. Consta que, depois de desidratada, ela dura mais de 100 anos.
Edelweiss
Eis minha tradução para a letra de Edelweiss:

Edelweiss

Letra de Oscar Hammerstein II

Edelweiss, Edelweiss
Toda manhã você me saúda,
Pequena e branca, pura e brilhante,
Você parece feliz de me encontrar.

Flor de neve, possa você desabrochar e crescer,
Desabrochar e crescer para sempre,
Edelweiss, Edelweiss
Abençoe minha pátria para sempre.
Momento final da apresentação do duo no Encontro de 2016

Finda a nossa apresentação na primeira parte do evento, o comentarista frei Igor informou que se iniciaria a segunda parte do Encontro, agora inteiramente dedicada à apresentação dos grupos corais. Antes de passar à descrição dos Corais e de seu repertório, convém explicar que este é o segundo ano consecutivo em que brilhou apenas a "prata da casa", isto é, todos os Corais são de Santos Dumont-MG. Após essa ressalva, foi anunciada pelo comentarista a entrada do primeiro conjunto coral, chamado Coral Tajapanema, sob a regência de Maria Alice de Azevedo Sad. Como primeira peça coral, anunciou uma composição da autoria de Waldemar Henrique (da Costa Pereira), em arranjo para coro a três vozes de Aricó Jr.: Foi Bôto, Sinhá! Então, o comentarista deu uma explicação muito útil, a saber: Conta a lenda que o Tajapanema é um belo pássaro, um pássaro amigo, que, em noites de lua cheia, emite um canto de alerta aos guerreiros das tribos indígenas da Amazônia. Ele avisa, com seu canto, que o Bôto não dorme mais no fundo do rio! Ele está rondando as aldeias. Ele está à espreita, transformando-se num belo e atraente rapaz em busca das mais belas virgens que puder encontrar.
Em seguida, o comentarista anunciou a peça Azul da cor do mar, com música e letra de Tim Maia, acrescentando os seguintes comentários: O ano de sua composição foi 1970, escrita no apartamento que dividia com dois amigos no bairro de Botafogo, no Rio de Janeiro. Tim Maia escreveu essa canção em um momento em que se sentia extremamente solitário. Segundo o próprio Tim, escreveu apenas para desabafar, não imaginando que a música se tornaria o grande sucesso de sua carreira.
A próxima música foi Carinhoso, de Pixinguinha. O comentarista fez os seguintes comentários: 
O choro Carinhoso tornou-se um ícone da música popular brasileira. Não há brasileiro que não o conheça. De autoria de Pixinguinha e João de Barro, o Braguinha, foi gravado por incontáveis intérpretes. A música de Carinhoso foi composta por Pixinguinha em 1917 e só recebeu a letra de Braguinha em 1937, pois Pixinguinha manteve o choro escondido durante anos por considerá-lo muito ruim.
Finalmente, encerrando sua participação, o Coral Tajapanema apresentou a peça LA LA LA, canção composta por Ramón Arcusa e Manuel de la Calva. Segundo o comentarista, foi a grande vencedora do Festival Eurovisão da Canção, de 1968, em Londres, representando a Espanha.

Coral Tajapanema, sob a regência de Maria Alice de Azevedo Sad. 
Crédito pela foto: Almir José Toledo


O próximo coral a se apresentar no evento foi o Coral São Tarcísio, dirigido por Paulo "Melado" que trouxe um repertório sacro e clássico. Inicialmente, cantou o Kyrie Eleison da Missa Solemnis in honorem Sancti Michaelis Archangeli, de Georgius Braun, para quatro vozes e órgão.
A segunda peça apresentada foi O Occhi, Manza Mia (Oh! olhos, minha novilha), de Orlando di Lasso (1532-1594), a cappella. Estilo: polifonia profana do Renascimento.
Concluindo sua apresentação, cantou Ave Maria, de Jacob Arcadelt (1507-1568), compositor franco-flamengo do Renascimento que trabalhou na Itália e França sobretudo em música vocal profana.

Coral São Tarcísio, sob a regência de Paulo "Melado". 
Crédito pela foto: Almir José Toledo.






















































































Encerrando essa apresentação de corais, o comentarista anunciou o Coral Trovadores da Mantiqueira, dirigido por frei Joel Postma o.f.m. Esse coral faz tradicionalmente sua entrada de forma solene e pausada. Os seus coralistas sempre entram em lenta progressão, dando dois passos à frente e um para trás, cantando "Indo e Vindo", música tradicional alemã com letra de Adolfo Temme, a saber: 

"Indo e vindo, trevas e luz:
tudo é graça, Deus nos conduz!"
Coral Trovadores da Mantiqueira, junto com seu regente frei Joel Postma

A seguir, o comentarista anunciou o repertório do grupo coral, mencionando que estava sendo acompanhado ao órgão pelo autor desta matéria, e se apresentaria com um repertório homenageando o saudoso frei Justino Burgers (Oss, Holanda, 28/05/1932-Juiz de Fora, 28/01/2016), o qual foi responsável, por muitos anos, pela Paróquia Nossa Senhora das Dores, em Dores de Paraibuna, distrito de Santos Dumont.
Inicialmente, foi apresentado "A vós, meu Deus, elevo a minha alma", com letra extraída do Salmo 24 e com música de frei Joel, e que constitui canto de abertura da Missa do 1º Domingo do Advento.
A seguir, foi apresentada uma canção tradicional de Natal, arranjada para quatro vozes e órgão pelo compositor holandês Hubert Cuypers, denominada "Transeamus usque Bethlehem". A letra da dita canção foi extraída de Lucas, 2:15 e é atribuída aos pastores: "Quando os anjos os deixaram e foram para os céus, os pastores disseram uns aos outros: "Vamos a Belém e vejamos isso que aconteceu, e que o Senhor nos deu a conhecer."
A terceira participação foi com o canto de comunhão "Eu sou a ressurreição e a vida" da Missa da Ressurreição, cujo compositor é frei Joel. A escolha dessa peça deveu-se principalmente ao texto do refrão, que bem sintetiza a obra benemérita e a presença benfazeja de frei Justino Burgers o.f.m. sobretudo no sul de Minas por mais de 60 anos, confiante na promessa do próprio Jesus Cristo a todo aquele que O seguir de maneira incondicional, deixando irmãos, irmãs, pai, mãe, mulher, filhos, terras ou casa (Mt 19, 29):
Todo homem que crê, / ainda que morto, / a mim vai achar, / pois a ele irei. /
Quem leva sua cruz, / seguindo meus passos, / não há de temer, / pois por ele sofri. /
Quem dá sua vida, / por causa de mim, / jamais morrerá, / pois morri já por ele. /

Coral Trovadores da Mantiqueira, sob a regência de frei Joel Postma O.F.M. - Crédito pela foto: Almir José Toledo


Finalmente, fechando o Encontro, foi prestada uma homenagem póstuma a frei Justino Burgers o.f.m., tendo o comentarista lido uma mini-autobiografia feita pelo próprio, escrita a pedido de seu confrade e colega de turma Dom Diogo Reesink, bispo emérito de Teófilo Otoni-MG, a saber:
"Cheguei no Brasil em fim de 1956 como estudante que completou 5 anos do curso clássico no seminário na Holanda.
Estudei três meses a língua em Santos Dumont e entrei no noviciado em Daltro Filho, Rio Grande do Sul, em fevereiro de 1957.
Depois do noviciado, fiz dois anos de filosofia no mesmo convento.
Em seguida passei para Divinópolis em Minas Gerais, para fazer o curso de teologia. Fui ordenado em 14 de julho de 1963.
Tive férias na Holanda em fins de 1963.
De volta, trabalhei um momento no sul de Minas, passando para Teófilo Otoni, durante seis meses. 
Voltei para Belo Horizonte durante meio ano, para fazer curso de Pastoral.
No meio do curso fui interrompido e nomeado para orientador dos candidatos para irmãos leigos em Santos Dumont.
Tornei-me professor de Ciências e tirei diploma de suficiência na Faculdade Federal de Belo Horizonte. 
Assumi uma paróquia rural nos fins de semana, além das aulas no seminário e na cidade.
Em 1976, a área da paróquia foi declarada região para uma futura barragem para Juiz de Fora. Foi no regime militar, época em que reinava a tecnocracia com desprezo para o lado social e humano.
Tentaram no início iludir o povo, prometendo no futuro uma indenização em dinheiro "podre".
Não havia leis para uma desapropriação justa no Brasil.
Tomei a defesa do povo na imprensa, televisão, etc.
Fui considerado agitador, comunista porque defendia o problema social.
Os prefeitos da cidade de Santos Dumont geralmente estavam do lado da Arena. Tive mais sorte com um prefeito do PMDB.
Com muita luta, briga, publicidade e união do povo conseguimos uma nova área para a reconstrução da vila, casas, igreja, etc.
Mas as verbas demoraram e desapareceram no bolso de uma administração corrupta. Denunciei.
As obras foram empreitadas e sub-empreitadas dentro do pior possível.
Os bispos de Juiz de Fora me apoiaram. Entrei como procurador geral registrado.
Fui vítima de um stress forte com internação.
Em 1985 mudei para São João del-Rei. 
Perto dos anos 90 o povo de Dores foi transferido para um novo local, passaram do inferno para o céu, como dizem.
Depois de 13 anos em São João del-Rei, cidade tradicional colonial, optei para Almenara, onde assumi a diocese vacante até 24 de setembro de 1999. Administrador durante um ano e três meses. 
Lutei com três doenças: erisipela, diabetes, tireóide carcinoma. Três vezes hospitalizado."
Nota: Sobre o período pós-Almenara, em Teófilo Otoni, em Santos Dumont e, finalmente, em Dores de Paraibuna, seu "primeiro amor", a autobiografia não fala. 
Um derrame cerebral foi a causa da sua morte, aos 28 de janeiro de 2016.
Conforme seu desejo, ele foi enterrado em Nova Dores, aos 29 de janeiro de 2016.
"Ditosos os mortos, os que desde agora morrem no Senhor. Sim, diz o Espírito, que eles descansem das suas fadigas, pois suas obras os acompanham." (Ap. 14, 13)
Que este zeloso trabalhador na vinha do Senhor, descanse agora em paz!"
Foto no XVII Encontro de Corais de Santos Dumont em novembro de 2015, mostrando, da esq. p/ dir., frei Justino, eu e frei Joel
 

Em seguida, foram convidados os freis Joel e Irwin para falarem sobre sua convivência com frei Justino. 

Por fim, foi projetado em telão um vídeo, onde ficamos sabendo que frei Justino viveu uma infância feliz em ambiente familiar profundamente cristão. Era um de 10 filhos na casa de seus pais Joseph Marie Burgers e Helena Gertrudes Vullings, onde aprendeu o verdadeiro amor a Deus e ao próximo.
O vídeo mostrava ainda uma foto no Seminário Seráfico Santo Antônio, em Santos Dumont, quando permaneceu por três meses para aprender o idioma português.
Mostrava também frei Justino celebrando a primeira missa na Holanda junto a seus familiares e amigos no Natal de 1963. Participou, na mesma época, da celebração do casamento de sua irmã na Holanda.
O vídeo também mostrou frei Justino recebendo abraço caloroso de frei Diogo no dia de sua ordenação sacerdotal, ocorrida em 14 de julho de 1963 e concluiu  que ambos eram dotados de grande espírito fraterno.
Crédito pelo vídeo: Jornal Tribuna do Mucuri, Uma Longa Caminhada Conhecendo o frei Justino (12/07/2003)

Frei Joel preparou um folder muito elucidativo sobre seu colega frei Justino Burgers, onde se evidencia a ligação dele com sua Paróquia Nossa Senhora das Dores, em Dores de Paraibuna, distrito de Santos Dumont-MG, que abaixo publico com exclusividade:
 


Com grande emoção e num clima de fraternidade, a assistência se despediu do atual Encontro em grande estilo, cantando o que é considerado "hino" de todo Encontro nosso: Belo Pra Mim, de Alberto Costa.
Belo pra mim
É criança a brincar
Ouvir mil canções
Numa concha de mar
É chuva caindo
É campo em flor
E acima de tudo
É o amor

Belo pra mim
Quando estou a sofrer
E as trevas da alma
Começam a crescer
É saber com alegria
Que além, muito além
A espera de mim
Existe alguém 
Todos os corais cantando Belo Pra Mim / Crédito: Benedito de Carvalho
Os regentes são agraciados com Certificado de Participação de seus respectivos Corais. Crédito pela foto: Almir José Toledo.


O Encontro teve ainda o mérito de acolher a presença amiga, no auditório, da família de Benedito de Carvalho, cantor do Coral Tajapanema e irmão de Dr. José Egídio de Carvalho, este muito atuante advogado em São João del-Rei, empresário, vice-presidente da Academia de Letras de São João del-Rei, secretário da Comenda da Liberdade e Cidadania e nosso amigo fraterno.