terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

HOMENAGENS À MINHA AVÓ, JOSEFINA FONSECA BRAGA (☆ 1893 MADRE DE DEUS ✞ 1967 SÃO JOÃO DEL-REI)


Por Francisco José dos Santos Braga


Sempre me orgulhei do tronco dos Carvalho Duarte, do qual descendo. Foi no convívio com minha saudosa homenageada que aprendi a apreciar as minhas raízes e a me orgulhar delas. Por ironia do destino ou da decisão de pessoas, perdi o apelido ou sobrenome de minha predileção. Mas isso acontece com a maioria das pessoas, não cabendo maledicência ou revolta. Quando muito, podemos, como será feito aqui, reverenciar o que perdemos, consciente de que há uma energia muito forte que se esvai com aquela carência.

Josefina Fonseca Braga (1893-1967)
 
Foto na Carteira de Inscrição e Saúde do IAPTEC
























Minha avó, quando solteira, chamava-se Josefina Fonseca de Carvalho, e depois de casada com meu avô, José da Silva Braga ("Nhonhô), adotou o nome de Josefina Fonseca Braga. Meu pai, Roque da Fonseca Braga, puxou à mãe (quando perdeu o Carvalho), e eu, Francisco José dos Santos Braga, perdi não só o Carvalho, mas também o Fonseca, denotando um processo contínuo de enfraquecimento ou empobrecimento, o que é inevitável.

Mas vamos então ao que interessa. Minha avó era filha de João Carvalho de Ávila, nascido em 15/06/1860, casado em setembro de 1885 com Delfina Carvalho da Fonseca nascida em 08/05/1869, esta, por sua vez, filha de Antônio Duarte de Carvalho e Mariana Cândida da Fonseca. Os oito filhos dos meus bisavós paternos nasceram na seguinte sequência: Antônio Fonseca de Carvalho ("Totonho"); Iria Fonseca  de Carvalho (falecida solteira); Josefina Fonseca de Carvalho, nascida em 17/03/1893 em Madre de Deus e falecida a 11/12/1967 quando assistia à "missa das 5" na Matriz do Pilar de São João del-Rei em companhia de sua filha Anita; João Carvalho Duarte; Amélia Fonseca de Carvalho; Maria das Dores Fonseca de Carvalho; Elevinda Fonseca de Carvalho e José Fonseca de Carvalho. 

Josefina Fonseca Braga


Como vimos, minha avó Josefina casou-se em São Gonçalo do Brumado (Caburu) a 22/07/1911 com José da Silva Braga ("Nhonhô), nascido a 14/07/1890 na área rural de São Sebastião da Vitória e falecido a 19/11/1965 em São João del-Rei, vítima de um derrame cerebral. Foram proprietários da Fazenda da Lagoa Verde. 

À Josefina, minha avó, devo o meu amor à genealogia. Possuidora de uma memória prodigiosa, guardava fatos, datas e nomes relacionados com os próprios antepassados e os de seu marido com grande facilidade e sempre se mostrou pródiga em dispensar a seus netos ensinamentos e esclarecimentos sobre nossa família. A ela, portanto, devo a minha própria vida, bem como a cessão de inúmeros dados que me foram transmitidos durante o amável convívio de avó e neto que com ela mantive na rua Santo Antônio, 136, nos últimos dois anos de sua vida. Ela residia no segundo piso do sobrado que lhe pertencia e que fora sede do bloco carnavalesco "Boi Gordo", mesmo local onde, antes, funcionara o Externato Travanca, dirigido pelo Prof. José Rodrigues Ferreira Travanca, o qual, comprometido na propaganda republicana em Portugal, se refugiou em São João del-Rei e aí, a 31/01/1903 desposou Ana Machado.

Casal José da Silva Braga e Josefina Fonseca Braga (cerca de 1965)

Como visto, minha avó quando viúva e eu ocupávamos o piso superior do sobrado e, no térreo, de nº 132, morava uma família de inquilinos muito amáveis, constituída da mãe viúva e quatro filhos, dentre os quais o autor do conto que será transcrito a seguir, oferecido à memória daquela que ele nomeia "Velha Senhora". Compreende-se que o autor, no arroubo de sua verve, permitiu-se o uso de licença poética, alterando as circunstâncias de sua morte. Na realidade, minha avó faleceu, conforme seu manifesto desejo a inúmeras testemunhas, dentro da Catedral Matriz do Pilar, na ocasião ainda não era Catedral Basílica, assistindo à primeira missa do dia, conhecida por "Missa das Almas ou Missa das 5", vitimada por um mal súbito. Na época em que eu residia com minha avó no referido casarão, tornei-me amigo do autor Marco Antônio Camarano, naquela época teatrólogo e diretor de teatro, e foi assim que ele, após o falecimento dela, decidiu homenageá-la com o seguinte conto: 


O Relógio da Velha Senhora

Por Marco Antônio Camarano 

Eles formavam um trio perfeito. Uma trindade inseparável. Velha. Relógio. Casaco. Um relógio inglês, do século passado. Um casaco de peles. Raro. Uma velha risonha. Baixinha. Magra. E aquele casarão. Grande demais para os três. Moravam juntos e eram felizes. O relógio oferecia-lhe as horas. O casaco abrigava-a do frio. Na missa das 5.

Nos meses frios, íamos a sua casa à noite. Em torno do fogão de lenha, ouvíamos casos de assombração. De escravos. Era muito querida na rua. Em quase todas as ruas. Acredito. De casa, ouvíamos seu relógio dar as horas. Forte. Ressonante. Compasso. Quase solene. Certa noite não ouvimos seu toque familiar. Começava a chover e as janelas de sua casa batiam muito ao vento. Chamei meus amigos e fomos à casa da velha senhora. A chuva aumentava. E o vento aumentava também. Batemos várias vezes seguidas. Será que ela estaria dormindo? Talvez o barulho da chuva não a deixasse ouvir. As janelas do sobrado batiam como asas. Gritamos. Cada vez mais alto. Ninguém atendia. Ficamos preocupados. Talvez estivesse doente. Resolvemos arrombar a porta. Apesar de maciça, era fechada apenas por uma tramela. Num empurrão, a porta abriu-se. Escuridão quase total. De vez em quando, um raio iluminava o cimento remendado. Lembramos dos casos de assombração. Entreolhamo-nos. Éramos quatro. Subimos as escadas de madeira. Que era podre. E rangia. Chiava. Riscamos fósforos. Acompanhamos a fuga das cidades das chamas. Que nos projeta nas paredes como gigantes. Atravessamos o corredor. Em fila indiana. Chamando-a, nenhuma resposta. Fomos para a sala de jantar. O vento e a chuva maltratavam os telhados. As janelas escancaradas davam bordoadas nas paredes. Querendo despregar-se dos batentes. Coloniais de verdade. Os interruptores não atendiam ao nosso toque. Súbito a vimos. Sentada numa cadeira de veludo. Tão antiga e gasta como ela. Corremos em sua direção. Falando todos ao mesmo tempo. O casaco de peles gelado. A sala gelada. Os móveis gelados. E ela gelada. Seus lábios pareciam sorrir. Devia estar dormindo. Tocamos em suas mãos. Hirtas. Havia enorme nobreza em sua pessoa. Em sua miséria material. Custamos a crer que estivesse morta. Cuidadosamente a carregamos para o quarto. Colocamos seu corpo pequeno e frio sobre a cama. Acendemos um lampião. Silêncio total. Sabíamos que estava morta. Mas era preciso chamar um médico. Um dos nossos saiu para providenciar. Sentamo-nos ao seu lado. Coração esmagado. Morrera sozinha. No escuro. No frio. Mas parecia tranquila. Feliz até. No quarto que era também sala, estava o relógio que ela amou como se fosse gente. Uma pessoa que a vira jovem. A olhá-lo ansiosa à espera do namorado. Que a vira mãe. Olhando-o aflita à espera dos filhos. Uma companhia de toda a vida. E que parou de funcionar junto com ela. No furor da noite. No silêncio do casarão. Duas máquinas estáticas. Com a diferença que uma possuía algo mais que já ganhara o infinito e a outra continuava presa às engrenagens da terra...

13 comentários:

Beatriz Braga Coelho disse...

Que lindo, Francisquinho!
Adorei saber mais da Vó Zefina! Pena que não a conheci. Mas ela me conheceu e foi uma das primeiras pessoas a me pegar no colo no Hospital Nossa Sra. das Mercês.
O casarão faz parte da minha infância, assim como todas as histórias contadas por Papai e Mamãe.
Saudades de todos!
Bethinha

Francisco José dos Santos Braga (compositor, pianista, escritor, gerente do Blog do Braga e do Blog de São João del-Rei) disse...

No texto que lhe envio trato de minhas raízes, o tronco dos Carvalho Duarte, por parte de minha avó Josefina Fonseca Braga (nome de solteira: Josefina Fonseca de Carvalho), que era esposa de José da Silva Braga, meu avô.
O casal teve sete filhos: José, Anita, Roque, Sebastião, Olga, Roberto e Maria. Sou filho de Roque da Fonseca Braga (1918-1984), que, por sua vez, teve oito filhos, sendo eu o segundo na ordem sequencial.
Tive a sorte de nascer e morar muito próximo de meus avós paternos; assim, pude aprender muito com eles, privando de sua amizade e confidências.
Neste texto que lhe envio, homenageio minha avó paterna Josefina Fonseca Braga. Seu sorriso e sua bondade expressiva também motivaram o amigo Marco Antônio Camarano, teatrólogo e diretor de peças teatrais, a produzir um conto sobre ela, que foi incluído no texto para que o leitor possa mensurar a personalidade marcante de minha avó.

Prof. Fernando Teixeira (professor universitário, escritor e Secretário Geral da Academia Divinopolitana de Letras) disse...

É muito bom nos apegarmos às nossas origens familiares. Na realidade, é nosso retrato antigo em outros rostos. Tenha certeza que a sua avó Josefina vela por você junto com os anjos das vovós. Abraço do Fernando Teixeira

Dr. Rogério Medeiros Garcia de Lima (desembargador, palestrante, conferencista, escritor e membro correspondente da Academia de Letras de São João del-Rei) disse...

MUITO BEM.
D. JOSEFINA ERA IRMÃ DE DR. ORESTES?

Geraldo Ananias Pinheiro (escritor e autor de inúmeros romances) disse...

Bonito texto, bela homenagem a sua avó. Parabéns.

Prof. José Lourenço Parreira (capitão do Exército, professor de música, violinista, compositor, maestro e escritor) disse...

Braga, caríssimo amigo, paz e emoção!

Aqui, são três horas da manhã. Leio, uma vez mais, artigo de sua inspirada lavra. Por ser seu amigo e, você sabe, a voz de um amigo é singular, pois, nós a ouvimos mais com o coração do que com os ouvidos!

Ei-lo falando de sua avó. Distante, tantos anos, lembro-me de nossas conversas adolescentes nas quais (sei que farei confusão na memória) você me falava de um avô ou avó que muito amava e com quem se deliciava, conversando junto a um fogão à lenha, nas alvoradas sanjoanenses. Na minha memória, essa casa avoenga ficava na chamada rua do Campo ou das Flores?

Hoje, você volta seu olhar para sua avó e, ao fazê-lo, traz à luz um tetrólogo: Marco Antônio Camarano.

Camarano, como o tratávamos, estudava no Colégio Tiradentes, cujo Diretor era o Major João Cabelo Bidart. O Curso Científico tinha como Diretora a Professora Antonina Gomes.

Camarano escrevia peças teatrais que eram levadas no Teatro do Colégio Tiradentes e, também, no palco do Teatro Municipal.

Os artistas eram seus colegas e até professora Dalila Saavedra Rodrigues. Lembro-me de Camarano elogiando a Luziânia, sua atriz.

À memória veio uma conversa de Camarano comigo. Fala ele do final de uma peça, com três gargalhadas: a de um louco; a do assassino que mata sua vítima fazendo-lhe cócegas; e, a vítima que morre gargalhando!

Suas obras, cujo nomes ainda me lembro: Fantasmas em Férias; O Paralelo; O Vale da Morte; Nós, os Culpados...

Creio que O PARALELO foi levado no Teatro Municipal. Eu mesmo vendi muitos ingressos para essa peça, inclusive, para meu irmão Benigno, Aluízio Viegas e Geraldo Barbosa de Souza.

Numa dessas peças teatrais, o sonoplasta foi um amigo de Camarano: José Lourenço Parreira.

Eu conversava muito com Camarano. Parece-me tinha ele um irmão chamado Rafael...

Há muitos anos não vejo nem tenho notícia de Camarano!

Bom vê-lo nos seus escritos, amigo Braga!

Carlos Fernando dos Santos Braga (administrador, funcionário da Casa da Moeda no Rio de Janeiro, cedido à UFSJ-Universidade Federal de São João del-Rei, e ex-Chefe de Gabinete do MARE-Ministério da Administração e Reforma do Estado em Brasília) disse...

Francisco, boa tarde. Meus parabéns!
Lembrei de minha infância, onde passei meus melhores dias. Lembrei-me das Missas das Almas, quando íamos com nossa querida Avó e após comprávamos pão ou nos dirigíamos ao mercado. Minha segunda Mãe, ela permanecia na Matriz por mais um tempo. E lembrei-me também da linda poesia abaixo, que assim termina:
... "Ah, gentile morte,
non toccare l'orologio in cucina che batte sopra il muro
tutta la mia infanzia è passata sullo smalto
del suo quadrante, su quei fiori dipinti:
non toccare le mani, il cuore dei vecchi.
Ma forse qualcuno risponde? O morte di pietà,
morte di pudore. Addio, cara, addio, mia dolcissima mater."
Salvatore Quasimodo - CARTA A LA MADRE

Beijos Fernando

Regina Beatriz Silva Simões (psicóloga são-joanense, psicanalista, mestre em Psicologia, autora dos livros "A mulher de 40 - sua sexualidade, seus afetos" e "Final de Análise") disse...

Lindo, Francisco! Bela homenagem... carregada de afeto.

Abraço,

Regina Beatriz

José Antônio de Ávila disse...

Tudo o que li foram gratas, sentimentais, necessárias e importantíssimas reminiscências histórias e genealógicas!
É com estas palavras que eu cumprimento e parabenizo os formidáveis registros com os quais o amigo Francisco Braga homenageou a sua avó paterna.
Bravo!

Antônio de Oliveira (professor universitário e cronista, autor de "Sou cronista e não sabia...") disse...

Prezado primo Braga,
Senti-me em casa ao ler sua merecida homenagem à tia Josefina, irmã de minha mãe, Elevinda. Fiquei emocionado, lembrei-me do sobrado da Rua Santo Antônio e do quintal que o ligava à sua casa, quando lá estive, e você, Francisco, ainda era uma criança. Lembro-me, particularmente, de quando tio Zé Braga me levou à torre da igreja de São Francisco para ver os sinos de perto e apreciar, de lá, uma bela vista. Vou guardar seu precioso trabalho em meus arquivos. Obrigado. Grande abraço,
Antônio

Maria do Carmo Lopes de Oliveira Braga (excritora cujo perfil é narrar a história da família mineira, podendo ser citado o livro "Anita, uma vida a serviço do amor") disse...

Francisco, boa tarde.
Muito bonito de sua parte escrever sobre nossa querida avó Josefina Fonseca Braga.
Lembro-me que, quase diariamente eu, meus irmãos e primos íamos em sua casa e ela sempre nos presenteava com um pequeno cálice de licor, feito por ela mesma, cujo aroma sinto até hoje em meu coração e em minha mente. Acompanhando o licor vinha sempre um biscoitinho Mazzoni e quando voltávamos para casa, invariavelmente, nos dava mangas, carambolas ou caquis de sua horta.
Ela era uma senhora séria e como gostava de lembrar seus antepassados, cujas histórias eram passadas para nós como uma forma de não perder o fio da meada dos ancestrais.
Sempre que tínhamos oportunidade, eu e minha prima Martinha íamos de braços dados com ela, desde minha casa no Largo do Carmo até sua casa na Rua Santo Antônio. Nossos braços iam em contato com seu capote de pele e quando o elogiávamos, ela nos dizia: - Um dia ele ficará para vocês.
No dia de seu falecimento em 11.12.1967, quando junto a sua filha Anita, minha querida mãe, sentiu um mal súbito na igreja. Assistia a esta mesma missa o meu saudoso tio Júlio Teixeira, que imediatamente telefonou para minha casa chamando meus irmãos para ajudá-lo. Penso que fui a primeira neta a saber de seu falecimento, pois fui eu que ouvi a voz ofegante e embargada pela emoção de Tio Julinho nos comunicando a triste notícia.
Mamãe sempre comentava conosco que, nesse triste momento, muitos foram os fiéis sanjoanenses presentes na missa que a confortaram. Nossa querida Avó Josefina deu o seu último suspiro ao lado do altar lateral de Nossa Senhora das Dores e Senhor dos Passos na Catedral de Nossa Senhora do Pilar.
Sua prima e cunhada, Maria do Carmo

Tania Tavares disse...

LINDA HOMENAGEM A SUA AVÓ ... TEXTO MAGNÍFICO , realmente como você mesmo diz,vamos perdendo a nossa história e os nossos sobrenomes, que nos é por direito, e ao casarmos então ,os perdemos quase de vez ...principalmente o de nossas mães . Um grande abraço de Luiz Antônio e Tânia Tavares .

"PONTE DA CADEIA", Ano I, nº 31, edição de 7 de janeiro de 1968, p. 4 disse...

JOSEFINA DA FONSECA BRAGA

No dia 11 de dezembro, faleceu repentinamente nesta cidade a senhora Josefina da Fonseca Braga, viúva do sr. José da Silva Braga (Nhonhô Braga), causando o seu inesperado falecimento grande pesar na sociedade sanjoanense.
Deixa os seguintes filhos: Ana Braga Lopes, de prendas domésticas, casada com o sr. Miguel Lopes de Oliveira, aposentado; Roque da Fonseca Braga, alto funcionário do Banco de Crédito Real de Minas Gerais, casado com dona Celina dos Santos Braga; Sebastião de Carvalho Braga, reformado do Exército, solteiro; dona Olga Braga Teixeira, casada com o sr. Júlio Teixeira, gerente do Banco de Crédito Real de Minas Gerais; Roberto Braga, funcionário bancário em São Paulo, casado com dona Nair Dias Braga; dona Maria das Mercês Braga Lovatto, casada com o sr. Antônio Lovatto Filho, funcionário fabril.
Deixa também 28 netos e 2 bisnetos.
Seu sepultamento se deu no cemitério de N. S. do Carmo, com grande acompanhamento de parentes e amigos.
Nascida em 17 de março de 1893, falecendo portanto com 77 anos, dona Josefina da Fonseca Braga distribuiu durante a sua vida apenas a simpatia e a bondade, fazendo amigos e dando exemplos que frutificaram nos seus filhos e netos, graças às suas virtudes cristãs.
"PONTE DA CADEIA" apresenta pêsames à família enlutada.