Por Francisco José dos Santos Braga
I. INTRODUÇÃO
A escolha do gênero crônica por Machado de Assis para abrigar o tema “acontecimento de morte e solidão” não foi acidental mas proposital, porque se optasse por outro gênero literário como o romance, a novela ou o conto, teria que adotar uma narrativa extensa que revelasse ações de personagens dentro de um enredo. Por outro lado, tendo escolhido a crônica, adotou uma narrativa breve que focou em acontecimentos do cotidiano, sem maiores pretensões. Segundo [CANDIDO et alii, 1992, 13], a crônica é “um gênero menor” (1992, p. 13). Parece, entretanto, que, se a crônica é da autoria de Machado de Assis, a percepção muda de figura, relativizando o dizer do crítico literário, considerando ademais ter sido o gênero por excelência explorado por Machado por mais de 40 anos de prática nos jornais cariocas. Durante praticamente toda a carreira, Machado escreveu crônicas jornalísticas, seja nos folhetins ¹ do rodapé da primeira página, seja em outras seções. Segundo Ubiratan Machado: “Como cronista, Machado foi uma testemunha de seu tempo, apaixonado na juventude, desconfiado na meia-idade, francamente desiludido na maturidade, que legou um painel para a compreensão do Brasil de sua época e de como os homens de então entendiam os acontecimentos.” ²
Outra curiosidade prende-se à época em que a crônica foi escrita: meados de 1892. Não
devíamos esperar que Machado de Assis continuaria atrelado ao ideal
romântico na sua crônica no momento em que os ares do Realismo já faziam
parte de sua concepção literária. Em sua História da Literatura Brasileira, José Verissimo dedica um capítulo inteiro a Machado de Assis e lhe separa duas fases de sua obra: uma ligada à escola romântica e outra realista. No entanto, é enfático ao registrar logo de início: “A data do seu nascimento e do seu aparecimento na literatura o fazem da última geração romântica. Mas a sua índole literária avessa a escolas, a sua singular personalidade, que lhe não consentiu jamais matricular-se em alguma, quase desde os seus princípios fizeram dele um escritor à parte, que tendo atravessado vários momentos e correntes literários, a nenhuma realmente aderiu senão mui parcialmente, guardando sempre a sua isenção.”
Isto posto, com diversos elementos contrários às tradições, os romances machadianos da primeira fase (escola romântica ou do convencionalismo) seriam Ressurreição (1872), A Mão e a Luva (1874), Helena (1876), Iaiá Garcia (1878), enquanto que os da segunda seriam todos os outros restantes de sua carreira, Memórias Póstumas de Brás Cubas (1881), Quincas Borba (1891), Dom Casmurro (1899) — esses três conhecidos como Trilogia Realista —, Esaú e Jacó (1904) e Memorial de Aires (1908), pertencentes a um Realismo heterodoxo próprio de Machado. Embora esta divisão seja ortodoxa entre os acadêmicos, o próprio Machado escrevera numa apresentação de uma reedição de Helena que este romance e os outros de sua fase "romanesca" possuíam um "eco de mocidade e fé ingênua."
Machado de Assis é considerado o introdutor do Realismo no Brasil, com a publicação de Memórias Póstumas de Brás Cubas (1881). Aparecem já nos romances da segunda fase, sobretudo em Memórias Póstumas de Brás Cubas (1881) e em Quincas Borba (1891), e mesmo em diversos contos, todos os elementos centrais trazidos de forma contundente pelo Realismo: a crítica social, sobretudo uma crítica dirigida à burguesia, a crítica à escravidão, ao uso do "homem pelo homem", a crítica a um sistema capitalista puramente interesseiro, financeiro, calculista do dinheiro pelo dinheiro e da mercantilização da vida, das relações, do casamento, etc.
Outro fato marcante na vida de Machado e que influenciou muito sua obra posterior foi seu casamento com a portuguesa Carolina Augusta Xavier de Novais em 12/11/1869. Carolina era extremamente culta e apresentou ao marido os grandes clássicos da literatura portuguesa e diversos autores da língua inglesa; além disso, a sobrinha-bisneta de Carolina, Ruth Leitão de Carvalho Lima, sua única herdeira, revelou numa entrevista de 2008 que, frequentemente, a esposa retificava os textos do marido durante sua ausência; finalmente, conta-se que ela muito provavelmente tenha influenciado no modo de Machado escrever e, por consequência, tenha contribuído para a transição de sua narrativa convencional à realista. Não tiveram filhos, entretanto. Depois de morarem no Catete, foram residir na casa nº 18 da rua Cosme Velho (a residência mais famosa do casal), onde ficaram até a morte. Do nome da rua surgiu o apelido "Bruxo do Cosme Velho", dado por conta de um provável episódio onde Machado queimava suas cartas em um caldeirão, no sótão da casa, fato que impressionou a vizinhança que passou a tratá-lo com essa alcunha. Em 20/10/1904, faleceu Carolina aos 70 anos de idade. Com a morte da esposa, Machado entrou em profunda depressão, notada pelos amigos que o visitavam, e, cada vez mais recluso e doente, encaminhou-se também para sua morte. Ou seja, ele próprio conviveu durante quatro anos com a dor e o sofrimento devido ao acontecimento de "solidão e morte" que ele havia visualizado, apenas teórica e convencionalmente, no conto Vae Soli! para a viúva solitária em busca de uma companhia afetiva. Em 29 de setembro de 1908 na casa de Cosme Velho, Machado de Assis morreu aos sessenta e nove anos de idade.
A crônica Vae Soli! foi publicada pela Gazeta de Notícias, edição de 17/07/1892 e, posteriormente, em 1899 no livro Páginas Recolhidas ³, publicado pelo H. Garnier, Livreiro Editor. Neste livro a crônica, já próxima ao seu fim, omite três parágrafos, os quais foram provavelmente considerados dispensáveis pelo próprio autor, embora se desconheça a razão que o levou a autorizar o corte. Neste trabalho a crônica será oferecida nas duas modalidades: integral e reduzida, sendo os três parágrafos cortados apresentados entre chaves [ ] e em itálico.
VAE SOLI! ⁴
Um dia desta semana, farto de vendavais, naufrágios, boatos, mentiras, polêmicas, farto de ver como se descompõem os homens, acionistas e diretores, importadores e industriais, farto de mim, de ti, de todos, de um tumulto sem vida, de um silêncio sem quietação, peguei de uma página de anúncios, e disse comigo:
"Eia, passemos em revista as procuras e ofertas, caixeiros desempregados, pianos, magnésias, sabonetes, oficiais de barbeiro, casas para alugar, amas-de- leite, cobradores, coqueluche, hipotecas, professores, tosses crônicas..."
E o meu espírito, estendendo e juntando as mãos e os braços, como fazem os nadadores, que caem do alto, mergulhou por uma coluna abaixo. Quando voltou à tona, trazia entre os dedos esta pérola:
“Uma viúva interessante, distinta, de boa família e independente de meios, deseja encontrar por esposo um homem de meia idade, sério, instruído, e também com meios de vida, que esteja como ela cansado de viver só; resposta por carta ao escritório desta folha, com as iniciais M. R...., anunciando, a fim de ser procurada essa carta.” ⁵
Gentil viúva ⁶, eu não sou o homem que procuras, mas desejava ver-te, ou, quando menos, possuir o teu retrato, porque tu não és qualquer pessoa, tu vales alguma coisa mais que o comum das mulheres ⁷. Ai de quem está só! dizem as sagradas letras; mas não foi a religião que te inspirou esse anúncio. Nem motivo teológico, nem metafísico. Positivo também não, porque o positivismo é infenso às segundas núpcias. Que foi então, senão a triste, longa e aborrecida experiência? Não queres amar; estás cansada de viver só. ⁸
E a cláusula de ser o esposo outro aborrecido, farto de solidão, mostra que tu não queres enganar, nem sacrificar ninguém. Ficam desde já excluídos os sonhadores, os que amem o mistério e procurem justamente esta ocasião de comprar um bilhete na loteria da vida. Que não pedes um diálogo de amor, é claro, desde que impões a cláusula da meia idade, zona em que as paixões arrefecem, onde as flores vão perdendo a cor purpúrea e o viço eterno. Não há de ser um náufrago, à espera de uma tábua de salvação, pois que exiges que também possua. E há de ser instruído, para encher com as luzes do espírito as longas noites do coração, e contar (sem as mãos presas) a tomada de Constantinopla.
Viúva dos meus pecados, quem és tu que sabes tanto? O teu anúncio lembra a carta de certo capitão da guarda de Nero. Rico, interessante, aborrecido, como tu, escreveu um dia ao grave Sêneca, perguntando-lhe como se havia de curar do tédio que sentia, e explicava-se por figura: “Não é a tempestade que me aflige, é o enjoo do mar”. Viúva minha, o que tu queres realmente, não é um marido, é um remédio contra o enjoo. Vês que a travessia ainda é longa, — porque a tua idade está entre trinta e dois e trinta e oito anos, — o mar é agitado, o navio joga muito; precisas de um preparado para matar esse mal cruel e indefinível. Não te contentas com o remédio de Sêneca, que era justamente a solidão, “a vida retirada, em que a alma acha todo o seu sossego”. Tu já provaste esse preparado; não te fez nada. Tentas outro; mas queres menos um companheiro que uma companhia.
Pode ser que a esta hora já tenhas achado o esposo nas condições definidas. Não estás ainda casada, porque é preciso fazer correr os pregões, e tens alguns dias diante de ti, para examinar bem o homem. Lembra-te de Xisto V, amiga minha; não vá ele sair, em vez de um coração arrimado à bengala, um coração com pernas, e umas pernas com músculos e sangue; não vás tu ouvir, em vez da tomada de Constantinopla, a queda de Margarida nos braços de Fausto. Há desses corações, nevados por cima, como estão agora as serras do Itatiaia e de Itajubá, e contendo em si as lavas que o Etna está cuspindo desde alguns dias.
Mas, se ele te sair o que queres, que grande prêmio de loteria! Junto à amurada do navio, vendo a fúria do mar e dos ventos, tu ouvirás muitas coisas sérias ⁹ (. Ele te contará a retirada de uma parte da Câmara dos Deputados, muito menos interessante que a dos Dez Mil, e muito menos hábil. Dir-te-á que a anistia foi votada, depois que parte daquela parte voltou às suas cadeiras, para não demorar mais a situação dos que ela defendia; e recitará fábulas de Lafontaine, porque todos os homens sérios recitam fábulas, e dir-te-á com a melopeia natural dos que se não contentam com a música dos versos:
“Rien n’est plus dangereux qu’un maladroit ami: Mieux vaut un franc ennemi.”
E tu, querida incógnita, far-lhe-ás outras perguntas, e mais outras, se gosta de espinafres, se já leu o último livro de Zola. Quanto ao livro, a primeira resposta será que não; a segunda será que sim, tirá-lo-á do bolso, e ler-te-á logo os primeiros capítulos. Como todo homem sério gosta de comparações, ele dirá que esses regimentos e corpos de exército que vão e vêm, sem saber nada, dão idéia de outras campanhas de espíritos, que andam na mesma desorientação; e que assim como os exércitos franceses levavam consigo, em 1870, as cartas topográficas da Alemanha, e nenhuma da França, que nem conheciam, assim nós temos andado desde 1840 com as cartas de Inglaterra, da Bélgica e dos Estados Unidos da América, e mal sabemos onde fica Marapicu.
Neste ponto, viúva amiga, é natural que lhe perguntes, a propósito de Inglaterra, como é que se explica a vitória eleitoral de Gladstone, e a sua próxima subida ao poder. E ele enfiando os dedos pela mais séria das suas duas suíças, responderá que é a coisa mais natural do mundo, e que logo que tenhamos república parlamentar isto nos há de acontecer frequentes vezes; que a oposição, como agora na Inglaterra, instará para que a Câmara seja dissolvida; que o ministério, receoso de cair, levará a negar a dissolução, como se deu na Inglaterra; que, alcançada a dissolução, o povo elegerá os oposicionistas, e o ministério irá pedir a demissão ao presidente; finalmente, que assim aconteceu até 1889 com a monarquia, e não há razão para que aconteça depois de 1889, com a República.
E irás por esse modo ouvindo mil coisas sérias) e graciosas a um tempo, seguindo com os olhos a fúria dos ventos e o tumulto das ondas, livre do enjoo, como pedia aquele capitão de Nero, e por diferente regímen do que lhe aconselhou o filósofo. E a tua conclusão será como a tua premissa; em caso de tédio, antes um marido que nada.
Gazeta de Notícias, 17 de julho de 1892.
II. NOTAS EXPLICATIVAS
¹ O folhetim (do francês feuilleton) era uma seção, geralmente no rodapé da primeira página do jornal, onde um escritor publicava uma coluna com uma crônica (folhetim-crônica), ou um romance em capítulos (romance folhetinesco, que poderia depois ser lançado em livro).
² MACHADO, Ubiratan: Dicionário de Machado de Assis, verbete "Cronista".
³ Observa-se uma ligação entre literatura e filosofia, a partir da própria epígrafe do livro "Páginas Recolhidas" que cita uma frase do livro I, cap. XLVI dos Ensaios de Montaigne: "Quelque diversité d'herbes qu'il y ayt, tout s'enveloppe sous le nom de salade." (Por grande que seja a diversidade das ervas, chamam a tudo salada'), em alusão à variedade de textos do livro, conforme esclarece o prefácio do autor: “Montaigne explica pelo seu modo dele a variedade deste livro.”
Agora, em se tratando da crônica Vae Soli!, constata-se outra aproximação com a filosofia quando compara o anúncio da viúva com a carta de certo capitão da guarda de Nero ao filósofo estóico Sêneca, na qual indaga se havia modo de se curar do tédio que sentia. A resposta de Sêneca ao inquiridor foi que o remédio para o seu tédio era justamente a solidão, a vida retirada em que a alma acha todo o seu sossego. Então, voltando ao caso particular da viúva, o narrador conclui que esse preparado ou remédio já foi tentado pela viúva, sem sucesso; para não desanimá-la, sugere que tente outro, mas com a ressalva de que o que ela procura na realidade não é um companheiro, mas uma companhia. Se vivesse hoje, o narrador possivelmente sugeriria a adoção de pets para a ajudarem a amenizar a solidão.
⁴ Expressão idiomática latina corretamente escrita (frequentemente aparece de forma incorreta como vae solis) que significa "Ai do solitário!", mencionada no livro do Eclesiastes, 4: 10. Descreve a situação deplorável de alguém abandonado a si mesmo. O texto completo diz: “Vae soli, quia cum ceciderit, non habet sublevantem”, que se traduz como: “Ai do solitário, porque quando cair, não tem quem o levante”. No caso da crônica machadiana, a uma viúva restava apenas um de dois comportamentos, visualizando a condição da mulher no contexto romântico brasileiro: a solidão ou a "quase liberdade" da viúva de buscar um novo companheiro, onde não está ausente um interesse particular de que ele possa prover meios de vida.
⁵ O narrador em primeira pessoa introduz o leitor no universo da ficção por meio de um compartilhamento de uma notícia lida num jornal, que anunciava a viuvez de uma mulher descrita como “uma viúva interessante, distinta, de boa família e independente de meios”, que busca “encontrar por esposo um homem de meia idade, sério, instruído, e também com meios de vida, que esteja como ela cansado de viver só; resposta por carta ao escritório desta folha”. Identificam-se aí os acontecimentos da morte (do marido) e da solidão de uma viúva no final do século XIX.
⁶ A partir deste ponto, o narrador (uma figura masculina) passa a tratar a viúva em tom mais coloquial, quase íntimo, tratando-a por tu e a discutir o estado de solidão dessa viúva, desencadeado pela morte de seu esposo. No caso desta crônica, a solidão é principalmente ausência da companhia afetiva de um esposo, alguém que possa conversar e trocar confidências e preferências pessoais. Em outras obras mais extensas como nos romances Dom Casmurro (1899) e Memórias Póstumas de Brás Cubas (1881), a solidão é o terreno fértil para o questionamento, onde a mente se volta sobre si mesma.
⁷ O narrador faz uma distinção entre as mulheres, apontando para uma hierarquia entre elas, ao dizer: “tu vales alguma coisa mais que o comum das mulheres”.
⁸ Aqui o narrador constata o realismo da viúva que passa longe do ideal romântico. Ela, na opinião do narrador, não demonstra possuir paixões sexuais, mas desejar o compartilhamento de afinidades afetivas e espirituais, ao expor o realismo da decisão da viúva, quando diz: “Não queres amar; estás cansada de viver só” e, mais tarde, quando enuncia: “queres menos um companheiro que uma companhia”. A partir dessa constatação, o narrador inicia um diálogo fictício com a viúva que permanece silente até o fim da crônica, não nos permitindo saber se ela concorda ou não com as pitadas de humor ou ironia de seu interlocutor que vasculha os clássicos latinos para endossar seu juízo e raciocínio. Em todos os casos, após interpelá-la, não se segue a resposta da viúva. De fato, não dispomos da voz feminina ao longo da crônica, embora a conheçamos pelo anúncio que publicou no jornal; logo temos de nos contentar com a única voz que é a do narrador, que é onisciente. Essa postura crítica machadiana — de silenciar total ou parcialmente a voz de suas personagens femininas — fica especialmente evidente no clássico dilema da traição de Capitu que quase não fala e ao falar tem sua fala reproduzida por um narrador ciumento e mal-intencionado, deixando-nos incertos quanto à veracidade da sua traição.
⁹ Possivelmente julgando ser mais direto ao ponto e mais palatável para o leitor, o próprio Machado de Assis enxugou o próprio texto, tendo omitido os três seguintes parágrafos da crônica de 17 de julho de 1892 na coluna "Semana" da Gazeta de Notícias, depurados do texto integral, identificados aqui entre chaves e em itálico, tomando por base o site do MEC que disponibiliza gratuitamente todas as obras de Machado de Assis, incluindo suas crônicas. Com efeito, é a versão simplificada de Vae Soli! a que é recuperada posteriormente no Volume II, do livro Páginas Recolhidas, seção "Entre 1892 e 1894", publicado em 1899 pelo Livreiro-Editor H. Garnier, Rio de Janeiro, pp. 235-238
III. BIBLIOGRAFIA
ARAÚJO, Ruy Magalhães de: Machado de Assis: Dimensão diatônica de alguns aspectos do pessimismo, revista SOLETRAS (UERJ), vol. 1, pp. 7-18, 2006
ASSIS, Machado de: Páginas Recolhidas, Rio de Janeiro: H. Garnier, Livreiro-Editor, 1899, 262 p.
CANDIDO, Antonio et alii: A crônica: o gênero, sua fixação e suas transformações no Brasil. Campinas; Rio de Janeiro: UNICAMP; Fundação Casa de Rui Barbosa, 1992, 551 p.
FERREIRA, Iasmim Santos: Morte e solidão: acontecimentos em "Vae Soli!", revista Scriptorium, vol. 5, nº 2, jul/dez 2019, 7 p.
MACHADO, Ubiratan: Dicionário de Machado de Assis, Rio de Janeiro/São Paulo: Academia Brasileira de Letras/Imprensa Oficial do Estado de São Paulo/Imprensa Nacional de Portugal, 2ª edição, 2021
WIKIPEDIA: verbete Obra de Machado de Assis
___________: verbete Páginas Recolhidas
___________: verbete Machado de Assis
