sábado, 6 de abril de 2013

"A CIZÂNIA" E ASTERIX


Por Francisco José dos Santos Braga



Dedico este artigo a Caio Bastone, que me deu a ideia de escrever sobre A Cizânia neste espaço, tendo-me sugerido que fizesse a abordagem ao 8º volume da série "As Aventuras de Asterix" e recomendado a sua leitura compenetrada.


I. INTRODUÇÃO



O vocábulo "cizânia" é um tanto rebuscado para nós brasileiros, embora esteja rigorosamente alicerçado na melhor etimologia greco-latina. Em vez de cizânia, preferimos usar a expressão "ervas daninhas" ou o termo "joio", neste caso provavelmente devido à tradução dada a uma célebre Parábola de Jesus Cristo, que foi denominada "O joio e o trigo" ou, melhor ainda, "O joio no meio do trigo". A tradução para "joio" foi feita a partir do vocábulo grego ζιζάνια (neutro), plural de ζιζάνιον, que nos chegou através do latim tardio como "zizanĭa" (neutro plural). Em francês, "zizanie" (feminino singular) ficou mais próxima da raiz greco-latina.

O Evangelho de Mateus é o único dos quatro canônicos que apresenta essa parábola, por demais conhecida, no capítulo 13, versículos 24 a 30, sendo que a sua interpretação escatológica nos é dada pelo próprio Jesus nos versículos 36 a 43 do mesmo capítulo. 

Uma versão abreviada dessa parábola também aparece no gnóstico Evangelho de Tomé, evangelho apócrifo constituído de uma coleção de 114 λόγιαΛόγιον, na língua grega antiga, significa "palavra", mas, no caso da utilização desse termo nas Sagradas Escrituras, há uma conotação muito mais ampla, significando "palavras originais" atribuídas ao próprio Jesus ou breves oráculos ou declarações divinas. A referida parábola encontra-se descrita no λόγιον 57, ou seja, exatamente na metade da quantidade de "λόγια" contidos no Evangelho de Tomé. Por ser mais desconhecido do público, vou reproduzir aqui o texto traduzido do grego para o francês por MÉNARD (1975, p. 65-66), em minha tradução para o português:

Λόγιον 57
Jesus disse:
O Reino do Pai é semelhante a um homem que tinha uma boa semente. De noite, veio seu inimigo e semeou joio por cima da semente boa. O homem não permitiu que (os servos) arrancassem o joio. Disse ele: "Com medo de vocês arrancarem o joio e, junto com ele, o trigo. Com efeito, no dia da ceifa, o joio há de aparecer. Então, será arrancado e queimado." ¹

Embora esse assunto seja por si só imensamente cativante, merecendo um ensaio deste autor num futuro post, não gostaria de me desviar muito do propósito de abordar "A Cizânia" (La Zizanie, em francês), o 15º volume da série sobre o herói gaulês Asterix, editado em 1970 na França, e o 8º volume publicado no Brasil da série "As Aventuras de Asterix". Essas histórias em quadrinhos foram criadas em 1959 na França pelos franceses René Goscinny (textos) ² e Albert Uderzo (desenhos).

Os bons dicionários, como o de Houaiss e o de Caldas Aulete, trazem a acepção de joio para "cizânia", explicando a seguir que se trata de espécie de gramínea nociva (nome científico de lolium temulentum) que brota no meio do trigo. Em sentido figurado, ambos chamam de cizânia o desentendimento entre pessoas, a discórdia, a desavença, a rixa.


II. "A CIZÂNIA"



Certamente todas as pessoas maduras ainda se recordam da expectativa com que eram aguardadas "As Aventuras de Asterix", com textos de René Goscinny (1926-1977) e desenhos de Albert Uderzo (1927), autores de uma série francesa de revistas em quadrinhos que contava a história de uma aldeia de gauleses (antepassados dos franceses) que teimavam em resistir ao invasor romano, embora toda a Gália já tivesse se rendido. A aldeia de Asterix continuava resistindo graças a poderes especiais conferidos por certa poção mágica. Essas aventuras se passavam 50 anos antes de Cristo.

A sinopse de "A Cizânia" pode ser resumida da seguinte forma: O Senado romano recusa a César verba para novas conquistas, da qual ele dependia para estender seu poder a toda a Gália. Então, ele decide dar cabo, de uma vez por todas, de uma pequena aldeia gaulesa que lhe resiste bravamente. Júlio César, cansado de ver suas tropas serem derrotadas pela poção mágica gaulesa, delibera fazer uso de uma arma secreta. Após uma reunião com seus conselheiros, decide César enviar à Gália, na esperança de semear a cizânia, TULLIUS DETRITUS ³, um estrategista ou agente romano que possui um dom incrível de instalar a discórdia. A tática de César tem fundamento: se os gauleses se ocupassem mais com seus atritos do que com a proteção da aldeia, certamente ficaria mais fácil para o exército romano dominá-los. 

O primeiro gesto de Detritus é chegar à aldeia gaulesa com o propósito de entregar, no dia do aniversário de Abracurcix, um caro presente "ao homem mais importante da aldeia", ninguém menos que Asterix. Ou seja, o primeiro passo do cúmplice de César era justamente atingir o orgulho próprio do chefe da tribo gaulesa, dando a entender que Asterix era mais importante do que ele. Ao valorizar Asterix em detrimento de Abracurcix, consegue o romano semear o ressentimento no coração deste último. Ao  jogar o chefe da tribo gaulesa (Abracurcix) contra o herói Asterix, consegue instalar a cizânia entre os gauleses. Com o propósito de dividir para melhor governar, Detritus a mando de César procura exatamente romper a amizade dos gauleses dissidentes. É interessante que na história essa pequena intriga  teve uma repercussão enorme, a ponto de jogar um gaulês contra o outro naquela aldeia; e ficou pior quando Abracurcix viu Detritus saindo da casa de Asterix num clima — totalmente forjado pelo romano — de "amizade íntima". 

A próxima estratégia de Detritus consiste em convencer os gauleses de que o herói Asterix vendeu a poção mágica aos romanos. E efetivamente, após uma guerra psicológica, finamente conduzida, Detritus consegue semear a discórdia na pequena aldeia gaulesa, onde todos desconfiam de todo o mundo. 

A aldeia corre perigo! Em suma, a intriga e a desconfiança começam a minar a unidade da aldeia, levando a que Asterix, Obelix e o druida Panoramix a abandonem (aparentemente). Aqui, Detritus prova do seu próprio veneno, pois acredita que os três realmente estão de partida e, portanto, o caminho está livre para Roma invadir a aldeia, uma vez que, com o druida Panoramix bem longe, não haverá poção mágica suficiente para os gauleses vencerem os romanos. Assim, os legionários romanos partem para o ataque à aldeia gaulesa e, inadvertidamente, caem no plano de Asterix, de Obelix e do druida Panoramix que, por sua vez, retornam à aldeia antes que o inimigo lá chegue. Esse plano dos três gauleses consiste em desmascarar Detritus e reforçar a unidade da aldeia, se materializado. Depois de várias peripécias, assiste-se a um grande combate de quatro frentes romanas contra os gauleses, do qual estes sairão vitoriosos, recuperando a unidade da aldeia. Felizmente, apesar da credulidade dos habitantes da aldeia, a sabedoria de Asterix, de Obelix e de Panoramix fará voltar a calúnia contra seu autor, depois que fingiram uma retirada estratégica da aldeia.


III. NOTAS DO AUTOR


¹  MÉNARD,  Jacques-E.: L' Évangile Selon Thomas, disponível na Internet no seguinte endereço eletrônico: http://books.google.com.br/books?id=3rUfAAAAIAAJ&printsec=frontcover&source=gbs_ge_summary_r&cad=0#v=onepage&q&f=false

A tradução de Ménard para o λόγιον 57, da língua grega para o francês, é a seguinte:
Jésus a dit: Le Royaume du Père est comparable à un homme qui avait une [bonne] semence. Son ennemi vint de nuit, sema de l' ivraie (ζιζάνιον) par dessus la bonne semence. L' homme ne les laissa pas arracher l' ivraie (ζιζάνιον). Il leur dit: De peur que vous ne veniez arracher l' ivraie (ζιζάνιον) (et) que vous n' arrachiez le blé avec elle; en effet, au jour de la moisson, les ivraies (ζιζάνια) apparaîtront: on les arrachera et on les brûlera.

Como se vê, Ménard prefere utilizar a sucedânea "ivraie" para "zizanie", acompanhando o provérbio tradicional: séparer le bon grain de l' ivraie (correspondente ao nosso "separar o joio do trigo").  
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²  Cabe a esta série de livros para a juventude da dupla famosa (Goscinny e Uderzo) o que Georges Dumézil comentou sobre a série Les Quatre As e Le Petit Nicolas (esta, com textos de Goscinny e desenhos de Sempé). Segundo ele, seus autores repartem seus heróis segundo uma trifuncionalidade (três funções), como constitutivas da organização social, da mitologia e, por consequência, da literatura primitiva dos povos indo-europeus, a saber: 
soberania mágica e/ou intelectual
poder guerreiro
- organização da subsistência, trabalho produtivo, fecundidade, amor. (Apud CORBELLARI, Alain: "Bande dessinée et trifonctionnalité".)
Neste trabalho, Corbellari declara: 
"(...) le nom de Goscinny reste attaché à une série qui l'un des plus illustres fleurons du genre — représente à mon sens le plus bel exemple de construction trifonctionnelle en bande dessinée, en dehors des Quatre As: je veux parler d' Astérix. (...) Il faut d' abord s' assurer que l' on peut, sans réduction abusive, considérer que les aventures d' Astérix reposent sur la collaboration indispensable et suffisante de trois personnages représentant chacun l' une des trois fonctions. Or, il semble bien que c'est le cas: Astérix représente l' un de très rares exemples d' une série qui s' enracine dans une authentique société indo-européenne archaïque. (...) Astérix, guerrier par excellence (il porte l' épée et, contrairement à la plupart des autres personnages, on ne lui connaît pas de "métier") est certes le héros, mais il n'est rien sans la potion magique du druide, représentant totalement canonique de la première fonction sous son aspect sombre (que l' on songe à sa grotte dans le premier album de la série) et, évidemment, magique, l' aspect même que Dumézil définissait par l' évocation de Varuna. Cherche-t-on l' aspect Mithra (solaire) de la fonction de souveraineté qu' on le rencontre sans plus de difficulté en la personne du chef Abracurcix."

Ou, em minha tradução: "(...) o nome de Goscinny permanece ligado a uma série que — um dos mais ilustres florões do gênero — representa, em meu juízo, o mais belo exemplo de construção trifuncional em quadrinhos, afora Les Quatre As: quero falar de Asterix. Primeiro, é preciso certificar-se de que é possível, sem redução abusiva, considerar que as aventuras de Asterix repousam sobre a colaboração indispensável e suficiente de três personagens representando cada um uma das três funções. Ora, parece bem ser o caso: Asterix representa um dos muito raros exemplos de uma série que se enraíza numa autêntica sociedade indo-europeia arcaica. (...) Asterix, guerreiro por excelência (porta a espada e, contrariamente à maior parte dos outros personagens, não se conhece a sua profissão) é certamente o herói, mas é nada sem a poção mágica do druida [Panoramix], representante totalmente canônico da primeira função sob seu aspecto sombrio (a gente sonha com sua gruta no primeiro álbum da série) e, evidentemente, mágico, ainda o aspecto que Dumézil definia pela evocação de Varuna. Se a gente procurar o aspecto Mithra (solar) da função de soberania, ele é encontrado sem mais dificuldade na pessoa do chefe Abracurcix."

³  No Brasil, o agente romano ficou conhecido por Tullius Detritus, lembrando "detrito" ou matéria fecal. Em espanhol, ficou conhecido apenas por Detritus. De fato, ele foi designado por Júlio César (100 a.C.-44 a.C.) para prestar um "serviço sujo". Em Portugal, ficou conhecido pelo nome de Tullius Venenus; na Alemanha, por Tullius Destructivus, e na Holanda, por Cassius Catastrofus. 



IV. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 


CORBELLARI, Alain: "Bande dessinée et trifonctionnalité", no seguinte endereço eletrônico: http://etc.dal.ca/belphegor/vol4_no1/articles/04_01_Corbel_trifon_fr.html

GOSCINNY, R. & UDERZO, A.: "La Zizanie", nº 15 da série, Paris: Éditions Dargaud, 2º trimestre de 1970, nº 522, 48 p. 
— "A Cizânia", nº 8 da série, Rio de Janeiro: Editora Record, 1986, 48 p.

MÉNARD, Jacques-E.: L' Évangile Selon Thomas, Leiden: E. J. Brill, 1975, 252 p.



19 comentários:

Aluízio José Viegas disse...

Prezado Francisco,

Quando li a primeira edição do "Asterix, o Gaulês", ainda no formato antigo, em papel jornal, mas em cores, tipo "gibi", tornei-me fã incondicional da dupla de autores Goscinny e Uderzo, e mais fã ainda dos personagens por eles criados.

Acho que aqui em São João del-Rei sou o único a possuir toda a coleção das deliciosas "histórias" do Asterix, Obelix, Panoramix, Ideiafix, Abracurcix, Chatotorix, etc. em volumes encadernados pelo meu saudoso irmão Pedrinho.

Somente a últimas edições não foram encadernadas.

Pelo menos uma vez ao ano, releio toda a coleção e fico satisfeito comigo mesmo por ter esta coleção. É um dos melhores remédios para se ver o lado feliz de tudo.

Abraço,

Aluízio Viegas

Musse Hallak disse...

Grande Francisco Braga,

Maravilha!. Gostei muito, aliás, aprendi muito.

Abraços.

Musse

Gilberto Mendonça Teles disse...

Gostei, meu caro Francisco Braga. Abraço.
Gilberto Mendonça Teles

Gilberto Mendonça Teles disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blog.
Maria Ilídia Vilela de Rezende Rocha disse...

Parabéns pelo artigo. Engraçado que na roça continuamos usando o termo nas seguintes expressões: "espalhou a cizânia nas famílias, na Igreja, etc". E somente alguns poucos privilegiados podiam ter acesso , comprar as revistas do ASTERIX e sabiam na essência o significado do termo.
Obrigada,
Ilídia.

Fernando Teixeira disse...

Gostei, Braga. A ficção Asterix, que delicia tantas gerações, é tão hoje no coração humano. Abraço e recomendações para Rute. Fernando Teixeira

Sônia Vieira disse...

Prezado sr. Braga,

Muito grata por seu e-mail. Sempre fui fã de Goscinny e Uderzo. As histórias e seus desenhos são admiráveis, para crianças de todas as idades...
Cordialmente,
Sonia Vieira

Carlos Fernando dos Santos Braga disse...

Meu prezado Irmão,
Já li todas as revistas do "Asterix", mas guardei esta ("A Cizânia"), objeto de seu artigo, por se tratar de relações humanas obscuras, quiçá mais presentes em nosso cotidiano do que imaginamos. Ainda e no fundo, nos consola a fleuma do "Panoramix". É do que precisamos.
Agradeço pelo artigo e ensinamento, como habitualmente, a cada dia melhores e mais eruditos.
Sempre, Fernando Braga

Paulo Roberto Souza Lima disse...

Prezado Francisco,
Uma bela e atual reflexão, companheiro. Obrigado pelo bom texto.
Paulo

A. Molina disse...

Bom dia !! Braga ,

Bom trabalho, parabéns .

Abraços do Amigo

Molina

Anônimo disse...


Prezado mano,

Uma história do francês Goscinny
que particularmente aborda ou
serve de exemplo para muita gente
por lembrar Tullius Detritus.
Semeando a discórdia nas institui-
ções e na sociedade onde vive.
Planeja o funestro tipo se aliar
as mais diversas pessoas, que,
como ele se vangloriam dos mais
delituosos atos!
Bela analogia para os sabem
pensar!!!
Abçs e parabéns pelo artigo,

Rafael Braga

Arthur Roscoe disse...

Na próxima vez que o Evangelho falar de trigo e joio, vou utilizar esta sua apresentação, muito eficiente.
Parabéns.
Pe. Arthur

Mário Celso Rios disse...

Oi, BRAGA!
Agradecemos pelo envio dos seus dois últimos trabalhos! Você é deveras alguém prolífero e isso enriquece a nossa cultura! Longa vida e meu abraço!
M. CELSO
Presidente da Academia Barbacenense de Letras

Hélio Petrus disse...

Dedico este arremedo de poema ao ilustre escritor, músico e compositor Francisco Braga, que, com toda certeza, irá entender bem o espírito
com que foi composto, após receber seu e-mail:


DE PRÊMIO


O PRÊMIO NEM SEMPRE VEM
EM MÃOS DE QUEM O MERECE:
PARA QUE FICAR REFÉM
DUMA GLÓRIA QUE FENECE?!...


PRÊMIO MAIOR É SER BOM
OU BIBLICAMENTE JUSTO:
DA CONSCIÊNCIA, OUVIR O SOM
QUE EMANA DO TEMPLO AUGUSTO...


PRÊMIO MAIOR NÃO SE VÊ
COM OLHARES DA GENTALHA:
NINGUÉM PERSCRUTA O PORQUÊ
DO MISTÉRIO DA BATALHA!...


INVISÍVEL É O PRINCIPAL,
PARA QUEM EM DEUS ACREDITA:
SEMPRE EXISTE, NO FINAL,
MEDALHA DE OURO COM FITA!...



H.P./13/05/2013 (Solenidade de Nossa Senhora de Fátima. Que Ela rogue por todos nós!)

Ulisses Passarelli disse...

Só agora no feriado de Corpus Christi a calma dos afazeres se apossou de mim e então li adequadamente esta postagem. Excelente abordagem, com a erudição de costume que acompanha seus comentários, prova de um saber notável, porém em linguagem fluente e cativante. E é claro... as aventuras gaulesas dos personagens são memoráveis. Parabéns por seu trabalho.
Atenciosamente, Ulisses Passarelli.

Ulisses Passarelli disse...

Caro Braga,
Como disse que o faria, ora comento brevemente os textos de seu blog que recebi link. A calmaria do feriado me possibilitou uma leitura tranquila e prazerosa.

Sobre a cizânia fiquei pensando acerca da atualidade do tema, tão bem desenvolvido em seu post: até hoje tem muita gente semeando joio por aí. A sociedade está cheia desses Detritus. O Blog do Braga ao contrário semeia trigo. O saber que nos transmite é um refrigério em meio a penúria cultural cotidiana. Admiro seu trabalho e gostei sobremaneira dessa postagem.
Ulisses Passarelli

Caio Bastone disse...

Caro Francisco

Agradeço a gentileza em relação ao artigo. Minha sugestão é muito pequena em relação ao seu talento.
Forte abraço,
Caio Bastone

Antônio de Oliveira disse...

Parabéns pelo artigo "A Cizânia e Asterix". Bem fundamentado e erudito. Autor com uma bagagem de cultura pouco comum hoje em dia, além de músico. Gostei, sim. Agora, duas coincidências: também eu tenho, pela FDB, o curso de Filosofia e o de Pedagogia; e um tio meu, por afinidade, José Braga, foi casado com tia Josefina, irmã de minha mãe. Moravam num sobrado da Rua Santo Antônio, em São João del Rei. Algum parentesco pelo lado "Braga"?
Abs, Antônio de Oliveira

Beatriz Braga Coelho disse...

Padrinho,
Muito interessante o post, inclusive eu já li essa revista.
O artigo interessa a todas as idades.
Parabéns!
Beatriz