sexta-feira, 12 de abril de 2013

O imortal LINCOLN DE SOUZA, um autêntico intelectual são-joanense


Por Francisco José dos Santos Braga


OBS.: Este artigo foi publicado na Revista EM VOGA, Ano I, nº 1, março 2013, p. 12. Por outro lado, este material constituiu base para uma palestra minha na Associação Médica de Barbacena, intitulada "O papel do escritor sob a ótica do são-joanense Lincoln de Souza", a convite do Centro de Memória Belisário Pena e da Academia Barbacenense de Letras, ocorrida no dia 15 de março de 2013.


Lincoln de Souza (1894-1969) é um dos mais célebres autores são-joanenses, tendo se destacado como escritor, jornalista, poeta, folclorista e indigenista. Como jornalista, foi especialmente admirado por suas reportagens sobre diversas cidades e regiões do mundo que visitou a serviço de grandes jornais cariocas, na década de 1940. Nessa época, encontramo-lo a fazer a cobertura da crise do Oriente Médio, sobre a qual produziu várias matérias; além disso, visitou, como repórter de grandes jornais e revistas cariocas, as cidades de Miami, Buenos Aires, Paris, Bordeaux, Lille, Le Havre, Vigo (Espanha), Bruges (Bélgica), Dakar, Lisboa, bem como Recife, Aracaju, Salvador, Santos, Florianópolis, Lambari, as cidades históricas mineiras e, é claro, São João del-Rei. Nós, cidadãos são-joanenses, muito devemos a LS (sigla que usarei nesta matéria para Lincoln de Souza) pela divulgação do patrimônio histórico-cultural de nosso povo e da nossa cidade, através de suas inúmeras reportagens, relatando "coisas e aspectos" curiosos, pitorescos e desconhecidos para os leitores de nosso País. Por exemplo, em reportagem publicada em 8/4/1941, em jornal não identificado, cunhou a inédita expressão “Cidade dos Sinos”, tão em voga hoje em dia, identificadora da cidade de São João del-Rei. Esses recortes foram meticulosamente selecionados pelo próprio LS  para constar de seu acervo na Biblioteca Batista Caetano de Almeida, achando-se excelentemente preservados no álbum Viagens pelo Brasil e ao Estrangeiro (Caderno de Viagem). Outros cinco álbuns encadernados por LS referem-se a seus livros, contendo correspondências recebidas e dedicatórias de livros que lhe foram oferecidos e autógrafos. Finalmente, dois álbuns relatam, através de matérias e fotografias, suas quatro viagens ao Brasil Central, o que ocorreu no início da década de 1950. Esse material se revela de importância ímpar para o pesquisador, porquanto foi encadernado e selecionado de acordo com a ótica muito particular do próprio LS.

Publicou 19 livros, sendo a maioria de poesias (entre os quais cabe mencionar Versos Tristes, Para os Teus Olhos, Lenita, Poemas e Cantigas do Meu Crepúsculo, este de trovas e quadras), um de crônicas, um de contos (1922) constituído por doze lendas são-joanenses (Contam que…), dois dedicados a suas aventuras entre os xavantes, um dedicado a Tobias Barreto, um (Vida Literária, 1961) composto de crônicas, ensaios, escritos diversos e anotações autobiográficas. Cabe aqui salientar que o seu livro “Entre os Xavantes do Roncador” (1952)  foi premiado pela ABL-Academia Brasileira de Letras, em 1953, com o Prêmio João Ribeiro, e reflete a aventura que se constituíram as suas quatro viagens ao "Hinterland" brasileiro, documentadas por sua câmera e com farto material de relevância antropológica.

De todos os seus livros, “Contam que...”, a coletânea de lendas são-joanenses, caiu no gosto do público, tendo merecido diversas edições. Esse livro granjeou-lhe termos elogiosos do folclorista e antropólogo Luis da Câmara Cascudo. Segundo este, “Contam que...” lhe agradou pela “linguagem lépida e nítida”, pela “precisão vocabular fixando definitivamente o tema”, pelo “encanto das escolhas dos assuntos”, pelas “soluções terminais”, enfim, pela “maneira de comunicação ao leitor na mesma intensidade emocional como sentia o mineiro cheio de recordações e de lembranças de sua terra”.

LS viveu no Rio de Janeiro durante quase 50 anos, de 1921 a 1969. O fato que o levou a abandonar Belo Horizonte (onde trabalhava na E.F.O.M.) em meado de 1921 e a mudar-se precipitadamente para o Rio foi que ficou noivo da poetisa Cecília Meireles, que ele chamava de “formosa morena, de uns grandes e sugestivos olhos de zíngara”. Infelizmente, não concretizou o sonho de casar-se com a autora de “Romanceiro da Inconfidência” e essa relação amorosa se desfez em fevereiro de 1922. Relatou Gentil Palhares que LS costumava dizer: “Não quis o destino que eu me unisse à fascinante criatura dos olhos verdes...”. Esse incidente, nunca completamente superado, causou profunda impressão no jovem Lincoln e teve funestas consequências para a sua vida emocional, marcando de profunda melancolia e desilusão quase toda a sua produção poética.

LS orgulhava-se de não ser um intelectual esquecido. Também não lamentava que a crítica não lhe tivesse sido favorável. Viveu admirado pelos intelectuais brasileiros e pela imprensa em geral. Em suas palavras, "sem que partisse dele a mais leve insinuação", foi homenageado  por inúmeras instituições de comunicações. Na sua cidade natal, o C.A.C.- Centro Artístico e Cultural de São João del-Rei, sob a Presidência do esloveno Pe. Luiz Zver, homenageou-o em três ocasiões entre 1960 e 1961. Também, no transcurso do 70º aniversário de LS, Monsenhor Sebastião Raimundo de Paiva organizou uma singela festa em homenagem a seu amigo no salão paroquial, o que o deixou profundamente sensibilizado.

Com justo merecimento, a sua memória é homenageada na sua terra natal, primeiro no Instituto Histórico e Geográfico, onde sua figura resplandece na Galeria de Patronos, emprestando seu nome à cadeira nº 22, que tenho a honra de ocupar. Depois, a Academia de Letras destinou a cadeira nº 18 a esse notável são-joanense. Também, em 2008, a UFSJ prestou sua homenagem ao autor de "Contam que...", publicando a Agenda UFSJ 2008, tendo adotado como tema de cada mês daquele ano um conto desse livro, obedecendo à sequência dada pelo autor. Finalmente, com quase seis anos de atuação (2007-2013), o passeio cultural “LENDAS SÃO-JOANENSES” (curiosamente, também com a sigla LS), em espetáculo noturno, contribui para a divulgação dos casos de "Contam que..." a grupos de turistas que visitam a nossa região e para a divulgação turística de nossa cidade.

Do rico acervo de obras de arte, doado por LS em 1965 ao Conservatório Estadual de Música Pe. José Maria Xavier para compor a Sala Lincoln de Souza, constituído de 144 itens, incluindo pinacoteca, livros, teares, baús, busto de LS, desenhos de crayon e souvenirs de países por onde ele passou e de suas viagens aos indígenas do Brasil Central, além de uma mesa originária de Beirut, em madeira com madrepérola, lamentavelmente pouca coisa resta para se ver. Tendo esse precioso acervo sido cedido em 1979 à Secretaria Municipal de Turismo, representada pelo Museu Tomé Portes del Rei, sediado na Casa de Bárbara Eliodora, o seu desaparecimento se deu quando da última reforma do Museu Tomé Portes del Rei, sendo hoje ignorado o seu paradeiro. Tristemente, a Sala Lincoln de Souza fica apenas em nossa memória e nas fotografias preservadas pelos pesquisadores são-joanenses.











Na qualidade de espírita convicto, ao longo de sua vida deu provas de elevação espiritual, situando-se num patamar acima das dissensões religiosas. Sentindo a proximidade de sua morte, legou no seu testamento uma quitinete no Rio de Janeiro e uma pequena casa de morada na Rua Santa Teresa em São João del-Rei em favor das Obras Sociais da Paróquia de Nossa Senhora do Pilar. Para obras eminentemente espíritas, legou em testamento uma casa para sede da A.M.E.-Aliança Municipal Espírita de São João del-Rei e uma casa para funcionamento da "Sopa Vovô Faleiro", dentre muitas outras doações.


Imagens: 11 fotografias, pertencentes ao acervo do historiador Silvério Parada, das obras artísticas então permanentemente expostas no Museu Tomé Portes del Rei, sediado na Casa de Bárbara Eliodora, antes da última reforma, incluindo as que emolduravam a "Sala Lincoln de Souza". 

28 comentários:

Mário Celso Rios disse...

Caro Francisco,
Votos de saúde e muita paz junto a sua esposa e entes queridos para continuar com esse seu trabalho investigativo tão importante na preservação de nossa MÉMORIA!
Lembro-me que eu, ainda rapaz, li uma biografia de Thomas Jefferson. E num trecho aprendi que ele amava os livros. Após seu falecimento, seu acervo pessoal foi o núcleo do qual se originou a Biblioteca do Congresso Americano. E o lema era:
memória, história e imaginação.
Com isso, aquela Nação do Norte pôde ir criando suas bibliotecas municipais, hoje em torno de 9.000,
fato que demonstra a importância de se motivar e ensinar ao ser humano a ser curioso, a pesquisar e a gostar de ler.
É essa também a impressão que você me passa! Cordialmente,
Mário Celso
Presidente da Academia Barbacenense de Letras

Ângela Maria Rodrigues Laguardia disse...

Prezado amigo Francisco,

Em primeiro lugar, quero agradecer pela sua vinda e pela "resposta maravilhosa" de sua palestra. E depois, dar-lhe as notícias sobre a noite de sexta-feira: foi unânime o sucesso de sua palestra ( de sua pessoa também, gostaram muito de você). Desde as pessoas mais jovens (ali estavam estudantes de Medicina), ou aquelas pessoas que tinham pouco conhecimento de Literatura, como as mais cultas e aficionadas pelo assunto.

Fiquei muito feliz com seu sucesso,o que era de se esperar mesmo, mas a alegria de compartilhar este momento supera qualquer expectativa.O Mário Celso, presidente da Academia Barbacenense de Letras, pediu-me seu email.

Diga a Ruth que a voz dela foi muito apreciada também, e parabéns por sua “fiel escudeira”, ela é uma mulher de muito valor.

Espero que possamos nos encontrar muitas vezes, ainda acalento a ideia de trazê-lo para um concerto também. Vamos conversando por email.

Um grande e afetuoso abraço para você e Ruth.
Ângela

José Maurício de Carvalho disse...

Parabéns Francisco. Tivemos alguns nomes em nossa história para não serem esquecidos.
Mauricio.

Fernando de Oliveira Teixeira disse...

Grato pelo envio. Eu admiro sua atividade intelectual. Recomendações à Rute e família.
Fernando Teixeira

Aluízio José Viegas disse...

Prezado Francisco,

Sim. Todos recebemos a revista EM VOGA. Muito grato, pela oferta. Pe.Geraldo está viajando e só chegará na terça-feira próxima. Mas já foi colocada a revista na mesa dele.

Se possível, mande um exemplar para a Odete D'Angelo, também na Paróquia. Ele é uma apaixonada pelas coisas de São João del-Rei, e muito divulga para as pessoas, especialmente turistas todas as informações possíveis.

Ainda não li. Apenas dei uma rápida olhada e muito me agradou.

Estive ontem e hoje trabalhando na edição das Matinas de N. S. do Carmo, do Pe. José Maurício, com o maestro Ernani Aguiar meu amigo/irmão. Deverá ser editada pela Academia Brasileira de Música ainda este ano.

Os meus melhores votos de que a EM VOGA tenha o apoio e uma continuidade, pois, sem dúvida, o primeiro exemplar está primoroso.

Abraços extensivos à equipe da EM VOGA, com o meu aplauso caloroso.

Aluízio Viegas

Paulo Roberto Silva disse...

Muito interessante a matéria, meu caro Francisco...
Paulão

Marinete de Almeida Dângelo disse...

Olá, Francisco Braga,

Meu nome é Marinete D’Angelo, sobrinha-neta de Lincoln de Souza.

Foi com emoção que li seu artigo sobre meu tio. Nestes últimos anos, venho acompanhando os movimentos na cidade são-joanense para manter viva sua produção intelectual. Estou muito feliz por você ter ocupando a cadeira n. 22 e, com a sensibilidade de um artista das palavras, vir cuidando de divulgar a vida e a obra de Lincoln.

Muito aprendi com meu tio. Um homem discreto, observador e curioso. Numa época em que o mundo, para a grande maioria da população, ia pouco além do jardim (parafraseando o título do filme interpretado por Peter Sellers) , ele avançou fronteiras geográficas e culturais, movido por um forte desejo de estar em contato com o que pudesse ampliar seus horizontes.

Um homem ligado à família, generoso e com visão de futuro. Sempre atento às necessidades dos mais próximos, acreditava que o que acumulou com seu trabalho devia servir aos mais necessitados. Suas economias resultaram de uma vida metódica, sem desperdícios. Mesmo com condições financeiras favoráveis, optava pelos transportes públicos, até seus últimos dias de vida. Além dos bens que deixou para as obras sociais, me nomeou guardiã de um conjugado para que “ninguém da família ficasse sem teto”. E assim tem sido, conforme seu desejo.

Bem, Francisco Braga, agradeço a oportunidade de rememorar momentos tão deliciosos e importantes, e poder compatilhá-los com você.

Um carinhoso abraço,

Marinete D’Angelo

Marinete de Almeida Dângelo disse...

Olá, Francisco Braga,

Seu artigo me instigou a muitas lembranças que tenho do meu tio. Ele era um terceiro pai para mim, pois além do pai biológico, tinha meu avô como segundo pai. Nas festas escolares, os 3 eram homenageados, para não despertar ciúmes..rsrsrs

Meu primo Kleris tem sido um incansável articulador-agregador da família, buscando a aproximação dos parentes e a preservação da memória da família. Por meio dele, tenho acompanhado estas iniciativas. Infelizmente, por compromissos de trabalho e familiares, ainda não tive a oportunidade de retornar à cidade. Mas estou à disposição na empreitada de localizar as peças do acervo e restaurá-lo para a comunidade são-joanense.

Mais uma vez, obrigada pelo seu empenho.

Marinete

Alzira Agostini Haddad disse...

Francisco querido,
nem imagina o quanto fico encantada com as riquíssimas colaborações que nos envia, veja o seu discurso em Defesa do Patrono e esta matéria no São João del Rei Transparente.
Se quiser alterar ou acrescentar mais alguma coisa me diga.
Preciso vasculhar mais o seu blog e importar estas pérolas, bom que vc sempre me dá um toque.
Que Deus o abençoe sempre,
super obrigada pelo apoio
grande e afetuoso abraço,
Alzira

Teresa Syllos disse...

Parabéns pela ótima matéria.
Atenciosamente,
Teresinha Syllos

Mário Celso Rios disse...

Caro Francisco, a você, esposa e entes queridos votos de bem-estar, conquistas e alegrias!
Agradeço-lhe pela gentileza de somar conosco um pouco de sua produção oportuna e elevada. Neste c-e, refiro-me em particular ao seu trabalho sobre Lincoln de Souza, figura exponencial destas nossas MG.s!
Tenho para mim, que nós pesquisadores independentes, precisamos criar uma plataforma virtual sobre nossa cultura, a partir desta região como polo irradiador, pois talentos e referenciais dignificadores não nos faltam!

Você é um deles! Também os temas aos quais se dedica é uma amostragem garimpada do que somos e precisamos deixar para os pósteros!
Abraço e respeito, M. CELSO

Kleris de Souza Albernaz disse...

Francisco Braga,

Parabéns pelos trabalhos.

Abs.
Kleris Albernaz

Musse Hallak disse...

Meu ilustre acadêmico Francisco Braga,

Saudações.

Não é forçoso reconhecer que , obviamente, deva ser levado ao conhecimento de todo o meu grupo de internautas, o que, aliás, não é pequeno, a sua matéria sobre Lincoln de Souza. Só a grandeza de outro sao-joanense como meu amigo acadêmico Francisco Braga, intelectual, escritor, compositor, musicista, pianista, pode nos trazer a memória de tantos outros ilustres sao-joanenses. Sempre as nossas felicitações.

Abs.

Musse Hallak

Fernando de Oliveira Teixeira disse...

É salutar a recordação de figuras que marcam uma comunidade. Você o faz com muito mérito. Recomendações a Rute.
Fernando Teixeira

Marinete de Almeida Dângelo disse...

Prezado Francisco Braga,
Com muita satisfação.
Abs
Marinete

Elza de Moraes Fernandes Costa disse...

Boa tarde, Braga!

Acabei de enviar o artigo para meus contatos.

Um abraço,

Elza de Moraes Fernandes Costa
Portal Concertino de Música Clássica

Mario Pellegrini Cupello disse...

Prezado amigo Neudon

Ficamos felizes -- e também agradecidos -- pela gentileza de nos haver enviado duas revistas "Em Voga", em sua primeira edição, com assuntos muito interessantes assinados por amigos nossos, como o Maestro Braga; o Dr. José Antônio (Membros de nosso ICVRP); o Maestro Abgar e também o Cel Adalberto, que tem em seu DNA o espírito empreendedor de seu tetravô, o Alferes Tiradentes.

Nesse sentido, queremos felicitar-lhe pelo lançamento dessa excelente Revista cultural, que exalta os valores mineiros e nacionais, preservando-lhes a memória histórica.
Cabe ressaltar, por oportuno, o belíssimo Projeto Gráfico da Revista, atraente e de requintado profissionalismo.

O Instituto Cultural Visconde do Rio Preto, instituição que criamos em Valença em 1990 e que Presidimos, sentir-se-á honrado em poder constar da relação de instituições que receberão regularmente a Revista "Em Voga", para compor o acervo de nossa Biblioteca.

O Patrono de nosso Instituto Cultural, o Visconde do Rio Preto -- Domingos Custódio Guimarães -- é São-Joanense da Serra das Carrancas. Foi um dos maiores benfeitores da cidade de Valença RJ, em todos os tempos: ninguém o superou até hoje em empreendedorismo e benemerência!

Com os reiterados agradecimentos -- e felicitações pela Revista -- receba as nossas,
Cordiais Saudações.

Mario Pellegrini Cupello - Pres. do Instituto Cultural Visconde do Rio Preto - ICVRP
Elizabeth Santos Cupello - Vice-Presidente do ICVRP

Desembargador Rogério Medeiros disse...

MUITO BOM.

LI O CÉLEBRE “CONTAM QUE...”, SOBRE NOSSAS LENDAS.

ABS.

ROGÉRIO MEDEIROS

Ulisses Passarelli disse...

Lincoln de Souza é um ícone da cultura são-joanense e seu trabalho, meu caro Braga, de pesquisa sobre ele, traz à tona a extraordinária e multi-facetária obra deste mestre. Muito importante esse registro fotográfico para confrontação com o atual acervo. Grande abraço e parabéns.

Prof. Ulisses Passarelli disse...

Grato. Muito útil seu registro. Estou enviando link ao Secretário de Cultura.
Abraço,
Ulisses.

Prof. Fernando Teixeira disse...

Braga, bom dia. É louvável - e meritório- seu empenho no resgate da memória de Lincoln de Souza, cuja significação intelectual merece ultrapassar os limites de São João. Receba meus cumprimentos por este trabalho. Homenagens à Rute, sua esposa.
Fernando Teixeira

Prof. Mário Celso Rios disse...

Boa noite, Francisco.
Sobre LINCOLN DE SOUZA, intelectual e cidadão relevante para SJDR e MG, cremos nós que você age como um brasileiro dedicado e que se volta a preservar
nossa identidade cultural! Que possa produzir frutos esse seu empenho tão elevado!
No mais, meu abraço!
M. CELSO

Pe. Vicente de Paula Rigolon disse...

Caro amigo Francisco Braga,
Parabéns pelo seu trabalho no “BLOG DO BRAGA” sempre apresentando novidades e pesquisas históricas que sempre encantam aqueles que admiram o ontem, ou seja, o passado! Você apresenta não somente o fato histórico, mas provoca o interesse de conhecer os fatos apresentados. Parabéns pelo seu trabalho e dedicação!
Pe. Vicente Rigolon (Resende-RJ)

Joao Oliveira disse...

Parabéns, professor Braga!!!
João Oliveira

Antonio de Pádua Casella disse...

Prezado Francisco,
Acompanho o seu blog diariamente e a cada dia me surpreendo por informações culturais de valores históricos que vão muito além das fronteiras de São João, como a aula sobre o momento atual que tanto atormenta os gregos. Tenho muita curiosidade sobre a vida de Bárbara Eliodora, considerada heroína da inconfidência Mineira, que teve uma passagem importante por São João, onde consta que teria escrito o poema Conselhos a meus filhos. Tendo tempo, peço ao amigo para nos enriquecer com o seu conhecimento e pesquisas sobre o tema. Obrigado.
Casella

Alex Guedes dos Anjos disse...

Muito obrigado pela lembrança.
Alex

A. Molina disse...

Bom dia !!
Prezado Braga,
Parabéns pelo seu trabalho. Gostei muito da história e Museu onde mostra as fotos.

Abraços,

Molina

Jairo Braga Machado disse...

Muito Obrigado por poder compartilhar um pouco da história de vida dessa grande figura.
Abraços,
Jairo Machado