domingo, 26 de outubro de 2014

MEU DISCURSO DE POSSE NA ACADEMIA FORMIGUENSE DE LETRAS em 25/10/2014


Por Francisco José dos Santos Braga



Ilmo. Dr. Paulo José de Oliveira, D.D. Presidente da Academia Formiguense de Letras,  
Ilmo. Dr. Roque Camêllo, D.D. Presidente da Casa de Cultura-Academia Marianense de Letras e membro do Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais, que, a meu convite, muito me prestigia com a sua honrosa presença, em cuja pessoa cumprimento também todas as outras autoridades ocupantes da Mesa,
Ilmo. Sr. Acadêmico Luiz Carlos Meneses, poeta e psicólogo, que me saudou abrindo-me as portas desta Casa de Cultura, 
Prezados amigos Confrades e Confreiras deste egrégio Sodalício,
Senhores e Senhoras,


Cabe-me inicialmente expressar minha gratidão ao presidente desta Casa de Cultura, eis que meu ingresso aqui é fruto da sua insistência solidária e magnânima. Sem medo de errar, considero a minha presença nesta Casa, bem como a distinção com que tenho sido tratado por todos os Confrades, uma dádiva de Paulo José de Oliveira. Quero, portanto, deixar registrada, o mais solenemente possível, a minha homenagem e gratidão ao nosso presidente.

De todo neo-acadêmico, ao ingressar numa Academia, espera-se que fale de seu patrono. Tenho a subida honra de, como acadêmico correspondente desta egrégia Academia, ocupar a cadeira nº 4, patroneada por João Guimarães Rosa, mineiro como a maioria de nós e um dos mais importantes escritores brasileiros de todos os tempos, além de médico e diplomata, o que procurarei fazer da forma mais objetiva possível, abordando o viver e o morrer na obra de Guimarães Rosa (referido como GR no presente discurso).

Sobre a vida de GR, a Wikipédia e autores de diversas formações podem fornecer inúmeras informações relevantes, a meu ver dispensáveis de serem comentadas aqui. Há, no entanto, um fato curioso sobre a posse de Guimarães Rosa na ABL-Academia Brasileira de Letras que gostaria de mencionar, tendo em vista a conexão que tem com a temática eleita para esse discurso. Em 1957, GR candidatou-se pela primeira vez a imortal da ABL e obteve apenas 10 votos. Observe-se que GR já era autor consagrado em 1957, tendo até então lançado os seguintes grandes livros de contos: “Sagarana” (1946) e “Corpo de Baile”, além do romance “Grande Sertão: Veredas” (1956). Em decorrência desse último, GR recebeu nesse mesmo ano os seguintes prêmios: "Machado de Assis", "Carmem Dolores Barbosa" e "Paula Brito". Em 1961, GR recebeu da ABL, pelo conjunto da obra, o prêmio "Machado de Assis". Em 1962, GR lançou “Primeiras Histórias” e, em maio de 1963, candidatou-se pela segunda vez a membro da ABL, na vaga deixada por João Neves da Fontoura. A eleição deu-se a 8 de agosto e desta vez GR foi eleito por unanimidade. Temendo ser tomado por forte emoção, protelou o quanto pôde a cerimônia de posse por quatro anos. Costumava dizer que, empossado, morreria em seguida.

Quando finalmente decidiu tomar posse na Academia Brasileira de Letras, ocorrida na noite de 16 de novembro de 1967, foi recebido por Afonso Arinos de Melo Franco. Em seu discurso, GR afirmou, como se prenunciasse a própria morte: “… a gente morre é para provar que viveu.” Quando se ouve a gravação do discurso de Guimarães Rosa, nota-se, claramente, ao seu final, sua voz embargada pela emoção: é como se chorasse por dentro. É possível que o novo acadêmico tivesse plena consciência de que chegara sua hora e sua vez. Com efeito, três dias após a posse, em 19 de novembro, ele morria subitamente em seu apartamento em Copacabana, sozinho (a esposa fora à missa naquele domingo), mal tendo tempo de chamar por socorro. Assim desapareceu GR prematuramente aos 59 anos de idade, vítima de enfarte fulminante, no ápice de sua carreira literária. No ocaso daquele 19 de novembro, GR ficou para sempre encantado, tornou-se um mito, talvez o mais duradouro da literatura brasileira.

Aproveitando a deixa que o próprio GR nos forneceu nesse seu derradeiro discurso e, ao folhear seus vários livros, me deparei com uma miríade de ditos que evidenciam a sua posição diante do viver e do morrer. Eis alguns colhidos aleatoriamente: As pessoas não morrem, ficam encantadas”, “Viver é perigoso”, “Viver é sempre obrigação imediata , A colheita é comum, mas o capinar é sozinho”, “Na vida, o que aprendemos mesmo é a sempre fazer maiores perguntas”, “O correr da vida embrulha tudo, a vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem.”, “Viver… o senhor já sabe: Viver é etecetera”, “Vida é sorte perigosa passada na obrigação: toda a noite é rio-abaixo, todo dia é escuridão”, “Viver é um descuido prosseguido”, “O gerais corre em volta. Esses gerais são sem tamanho. Enfim, cada um o que quer aprova, o senhor sabe: pão ou pães, é questão de opiniães… O sertão está em toda parte.”, “A morte de cada um já está em edital.”, “Tempo é a vida da morte: imperfeição”, “Como não ter Deus? Com Deus existindo, tudo dá esperança: sempre um milagre é possível o mundo se resolve. Mas, se não tem Deus, há-de a gente perdidos no vai-vem, e a vida é burra. É o aberto perigo das grandes e pequenas horas, não se podendo facilitar — é todos contra os acasos. Tendo Deus, é menos grave se descuidar um pouquinho, pois, no fim dá certo. Mas, se não tem Deus, então a gente não tem licença de coisa nenhuma!”, “Mas eu hoje em dia acho que Deus é alegria e coragem — que Ele é bondade adiante, quero dizer.” e muitos outros motivos de reflexão sobre a nossa passagem/páscoa por este mundão de Deus e a nossa despedida de nossa condição humana.

Os contos, novelas e romances rosianos estão situados espacialmente no que se poderia chamar, em sentido amplo, de sertão. Suas narrativas transcorrem nos campos gerais, ou mais simplesmente, nos gerais (cujo espaço geográfico GR situava no Oeste e Noroeste de Minas Gerais, estendendo-se pelo Oeste da Bahia, e Goiás, até ao Piauí e ao Maranhão), caracterizados pelas chapadas e pelos chapadões, bem como pela vegetação do cerrado. Essas informações sobre o interior do Brasil, onde se passa a ação em “Corpo de Baile”, GR transmite em carta a seu tradutor para o italiano, Edoardo Bizzarri.

A sua obra se distingue pelas inovações de linguagem, profundamente identificada com os falares populares e regionais, que, plasmados pela erudição do autor, lhe permitiam criar inúmeros vocábulos a partir de arcaísmos, bem como neologismos e onomatopeias a partir do realismo mágico, regionalismo e invenções e intervenções semânticas e sintáticas, que empregava com maestria.

Há uma crônica muito curiosa de Rubem Alves, intitulada “Sobre o morrer”, publicada em 18 de outubro de 2011, que diz, entre outras coisas, que, apesar de a morte ser o destino de todos nós, a ideia de morte repentina não o atraía, porque ele precisava de tempo para escrever o seu último haikai, capaz de sintetizar “o esforço supremo para dizer a beleza simples da vida que se vai”. Nessa célebre crônica comentou que, diante da proximidade da Morte, iria repensar seus valores e listou alguns discípulos da mesma mestra (a Morte), cuja convivência não dispensaria: primeiro “Mallarmé que tinha o sonho de escrever um livro com uma palavra só”; depois, os poetas em geral e, por fim, apenas três prosadores, intelectuais de nomeada: um alemão, um francês e um brasileiro, como aprendizes da mesma mestra, a Morte. Atentemos para as suas próprias palavras: “A Morte me informa sobre o que realmente importa. Me daria ao luxo de escolher as pessoas com quem conversar. E poderia ficar em silêncio, se o desejasse. Perante a morte tudo é desculpável... Creio que não mais leria prosa. Com algumas exceções: Nietzsche, Camus, Guimarães Rosa. Todos eles foram aprendizes da mesma mestra. É certo que não perderia um segundo com filosofia. E me dedicaria à poesia com uma volúpia que até hoje não me permiti. Porque a poesia pertence ao clima de verdade e encanto que a Morte instaura. E ouviria mais Bach e Beethoven. Além de usar meu tempo no prazer de cuidar do meu jardim...”

Por que Rubem Alves, entre tantos representantes da boa técnica literária brasileira, escolheu apenas GR entre os prosadores? Na impossibilidade de sabermos dele próprio o motivo dessa eleição, aventuro-me a responder que o que era ponderável para Rubem Alves é que a universalidade da obra de GR se deva a uma série de fatores, que vão desde o plano de expressão, nas mãos de GR, impregnando seu texto de conotações, de realismo fantástico e de uma multiplicidade de dimensões, até a metalinguagem, o que torna o relato pleno de significados e passível de diversas interpretações. As técnicas empregadas são multidimensionais, deixando transparecer várias camadas sobrepostas. Tudo isso está muito próximo à proposta poética. Resta ainda acrescentar que a ação poética da obra de GR baseia-se na oralidade. GR faz seu relato vincular-se à preservação intencional do verbo ancestral. Sua prosa poética funda suas raízes na música intuída e praticada pelos poetas-cantadores do sertão.

Consideremos o conto “Cara-de-Bronze” (do livro “Corpo de Baile), o múltiplo relato de um velho e rico fazendeiro enfermo, que vive fechado em sua propriedade, rodeado de vaqueiros. Sozinho, perto da morte, pede a seu mais fiel vaqueiro, chamado Grivo, — poeta-cantador, dotado das virtudes de humildade, simplicidade e pureza de espírito, — que vá procurar, numa longa viagem, a essência da vida, “o quem das coisas”. A escolha recai sobre aquele que tem as virtudes da criança e que está incumbido de trazer a aurora à noite de seu senhor, mediante apenas o relato do que viu e ouviu na sua longa jornada. Valendo-se de secreto poder, o menestrel, um descompromissado com as coisas que atam o homem ao interesse, adivinha-lhes a beleza. É tudo o que Cara-de-Bronze desejava ouvir. GR desloca assim a narrativa do Cara-de-Bronze para uma dimensão mitopoética. A apologia da poesia o faz antepor o seguinte terceiro poema (paratexto) à abertura do conto: 
   
"Eu sou a noite pra aurora,
Pedra de ouro no caminho,
Sei a beleza do sapo,
A regra do passarinho,
Acho a sisudez da rosa, 
O brinquedo dos espinhos.

Muito obrigado!

O autor empossado e Acadêmico Luiz Carlos Meneses que o saudou. Ao fundo,  a Secretária Municipal de Cultura, Dra. Elizabeth Castro Baptista de Souza, e o Vereador Cabo Cunha

Neoacadêmicos, juntamente com o Presidente Paulo José de Oliveira e a Secretária Municipal de Cultura, Dra. Elizabeth Castro Baptista de Souza
                  






* Francisco José dos Santos Braga, cidadão são-joanense, tem Bacharelado em Letras (Faculdade Dom Bosco de Filosofia, Ciências e Letras, atual UFSJ) e Composição Musical (UnB), bem como Mestrado em Administração (EAESP-FGV). Além de escrever artigos para revistas e jornais, é autor de dois livros e traduziu vários livros na área de Administração Financeira. Participa ativamente de instituições no País e no exterior, como Membro, cabendo destacar as seguintes: Académie Internationale de Lutèce (Paris), Familia Sancti Hieronymi (Clearwater, Flórida), SBME-Sociedade Brasileira de Música Eletroacústica (2º Tesoureiro), CBG-Colégio Brasileiro de Genealogia (Rio de Janeiro), Academia de Letras e Instituto Histórico e Geográfico de São João del-Rei-MG, Instituto Histórico e Geográfico de Campanha-MG, Academia Valenciana de Letras e Instituto Cultural Visconde do Rio Preto de Valença-RJ, Academia Divinopolitana de Letras, Instituto Histórico e Geográfico do Distrito Federal, Academia Taguatinguense de Letras, Academia Barbacenense de Letras e Academia Formiguense de Letras. Possui o Blog do Braga (www.bragamusician.blogspot.com), um locus de abordagem de temas musicais, literários, literomusicais, históricos e genealógicos, dedicado, entre outras coisas, ao resgate da memória e à defesa do nosso patrimônio histórico.Mais...

37 comentários:

Prof. Sérgio de Vasconcellos-Corrêa (professor, compositor, escritor, poeta e Membro da Academia Brasileira de Música) disse...

Prezado Braga, antes de qualquer coisa, PARABÉNS por sua escolha para a Acadêmia Formiguense de Letras, escolha mais do que merecida.
Em segundo lugar, sei que irá honrar a Cadeira do grande Guimarães Rosa.
Para encerrar dois Haicais que escrevi há algum tempo e que acredito tem muito a ver com o tema do seu discurso.
I -
Eu sabia e vi
que até na hora da morte
o palhaço ri.
II -
Eu quis apenas
deixar um pouco de mim
em cada poema.

Abração
Sérgio de Vasconcellos-Corrêa

Célio Tavares (engenheiro, especialista em Finanças pela FGV e em Matemática pela PUC-MG, professor, escritor, Membro e ex-Presidente da Academia Divinopolitana de Letras) disse...

Bravo!!!!!!!!

João Carlos Ramos (poeta e Vice-Presidente da Academia Divinopolitana de Letras) disse...

Ilustre:
Quero parabenizá-lo por sua posse na Academia Formiguense de Letras. Certamente sua presença irá enriquecer muito aquela renomada instituição.
Já estive lá duas vezes e,portanto conheço grande parte de seus membros.
Aqui em Divinópolis,lideramos o III concurso de poesia do fórum, premiando os vencedores quinta-feira passada. Esclareço que fui membro da comissão julgadora.
Amanhã termina a pré-bienal do livro em Divinópolis e a ADL está participando.

Felicidades para o Sr. e sua Rute!

Paulo Rodrigo Natividade Milagre (Membro e ex-Presidente da Academia Divinopolitana de Letras) disse...

Nossos parabéns por mais essa conquista. Abraços do amigo Paulo Milagre.

Jota Dângelo (médico, diretor, ator, teatrólogo, gestor cultural, escritor, fundador da escola de samba Qualquer Nome Serve) disse...

Duplo parabéns: pela posse e pelo discurso! Dangelo

Dr. Geraldo Ananias Pinheiro (escritor, romancista e cronista) disse...

Parabéns, brilhante acadêmico. Sucesso.
Um forte abraço.
Geraldo Ananias

LuDiasBH (escritora, poetisa e gerente do Blog Vírus da Arte & Cia.) disse...

Braga
Meus parabéns!
Você merece!

Abraços,

Lu

José R. Batista Bechelaine (Membro da Academia Divinopolitana de Letras) disse...

Caro Braga,
Receba minhas felicitações. Desejo-lhe muitas realizações, no empenho pela cultura mineira e brasileira.
J. R. Batista Bechelaine

Prof. Fernando Teixeira (professor universitário, escritor e Secretário Geral da Academia Divinopolitana de Letras) disse...

Obrigado, Braga. E parabéns. Fernando Teixeira

Hélio Petrus (escultor e poeta marianense) disse...

Ilustre Amigo Acadêmico
Francisco Braga:

Alegro-me com você e o parabenizo por mais esta distinção tão honrosa e merecida que o alça como um grande estudioso e homem das Letras. Guimarães Rosa ouviu, das alturas onde está com Deus, seu amável e eloqüente discurso de posse na Academia Formiguense de Letras, com um sorriso de agradecimento!
Abs do amigo que muito o admira,
Helio Petrus

Prof. Adriano Benayon (professor universitário, ex-diplomata, ex-Consultor do Senado Federal e escritor) disse...

Caro Braga,

Parabéns por sua eleição e pela posse na Academia Formiguense de Letras.

Li o excelente discurso em que lhe coube evocar aspectos da vida e da obra de Guimarães Rosa, que tive o prazer de conhecer pessoalmente no Itamaraty.

Foi muito afortunado que ele fosse o patrono da cadeira que você assumiu, pois Rosa é escritor de dimensão bem maior que numerosos ganhadores do prêmio Nobel de Literatura, além de ter sido figura humana de muitas virtudes.

Grande abraço,

Adriano Benayon

Augusto Fidelis (poeta e Presidente da Academia Divinopolitana de Letras) disse...

Caríssimo Braga,

Impossibilitado de comparecer à sua posse na Academia Formiguense de Letras, desejo pleno sucesso.

Abraço

Augusto Fidelis

Prof. Mário Celso Rios (professor, escritor e Presidente da Academia Barbacenense de Letras) disse...

SUCESSO NESSA SUA NOVA QUALIFICAÇÃO EM FORMIGA!
BRAGA, PARABÉNS!
M. Celso

Prof. José Francisco Calil (professor universitário) disse...

Caro amigo Francisco, parabéns, estou orgulhoso em tê-lo como amigo.
Abrs,
Calil

Anderson Braga Horta (poeta e Membro do IHG-DF e da Academia Brasiliense de Letras) disse...

Parabéns, caro Francisco Braga.
Abraço amigo de
Anderson

Luperce disse...

Parabéns meu amigo, agora imortal.

Sucesso sempre.

Luperce

Dr. Auro Aparecido Maia de Andrade (escritor, palestrante e Juiz de Direito da 2ª Vara Cível da Comarca de São João del-Rei) disse...

Parabéns, caríssimo amigo Prof. Braga,

É mais que merecido esse vosso ingresso na Arcádia da hospitaleira municipalidade de Formiga. Quem tem a honra, como eu, de desfrutar dessa valiosa amizade, sabe quão valoroso tu és!
Parabéns, estimado amigo e mestre! E parabéns também para a Academia referida, pois passou a ter seu quadro de membros enriquecido!

Abraços, fraternalmente,

Auro.

Kori Bolivia (presidente da ANE-Associação Nacional de Escritores) disse...

Prezado Senhor Francisco,

Em nome da Associação Nacional de Escritores – ANE parabenizamos-lhe por mais essa conquista Literária.

Kori Bolivia

Presidente

Prof. Dr. Henryk Siewierski (professor universitário, ensaísta, poeta e tradutor) disse...

Prezado Francisco,

Parabéns pela sua eleição e posse como Acadêmico da Academia Formiguense
de Letras. Gostei muito do discurso! Guimarães Rosa é um dos meus autores preferidos
e canônicos. Ainda sabia pouco português quando li pela primeira vez Grande Sertão: Veredas, e mesmo sem entender muitas palavras terminei a leitura encantado.

Um grande abraço,
Henryk

Dr. Paulo Roberto Maia Lopes (médico, historiador, escritor e Vice-Presidente da Academia Barbacenense de Letras) disse...

Caro amigo Francisco Braga,

Meus efusivos parabéns pelo ingresso em mais esta Sociedade literária e congratulações pelo belo discurso de posse!

Com meu abraço,

Paulo Maia

Eduardo Oliveira (professor e ex-salesiano são-joanense) disse...

Cada vez mais importante, hein mininu

parabéns

José Ribas da Costa Filho (antiquário e aposentado da Aeronáutica) disse...

Parabéns, Francisco. Adoro ser amigo de gente importante.
Belo discurso!
Ribas

João Paulo Guimarães (gerenciador da TV DelRei e proprietário do Studio JPV de São João del-Rei) disse...

Meus parabéns por mais ESTA conquista.

Luiz Antônio dos Santos Braga (funcionário da Secretaria da Receita Federal em Brasília) disse...

Francisco,

Ficou muito bom o seu discurso! Parabéns! Gosto demais de GR. Abs., Luiz.

Caio Bastone disse...

Caro Francisco,
Meus parabéns pela posse. Guimarães Rosa certamente aprovaria esta escolha.
Abs a você e Rute.
Caio

Dr. Lúcio Flávio Baioneta (conferencista e proprietário da Análise Comercial Ltda em Belo Horizonte) disse...

Meu prezado amigo, FJSBRAGA, que vontade tive, de aplaudir você de pé quando de sua posse na Arcádia Formiguense.
Gostaria, se Deus me permitisse, levar 4 amigos meus e do Rosa.
O Juca Bananeira, lá do Maquiné, o Lino, jagunço forte e que trabalhou comigo, Manuelzão, encarregado de contar histórias em noites estreladas e o quarto seria o Eduardo Canabrava Barreiros que traçaria o caminho nos mapas da eternidade.
Tenho certeza de que o Rosa ficaria num proseado só com eles. Todos encantados. Outras histórias.
Receba meus parabéns pelo extraordinário discurso. Exato.
Os ermos, o silêncio, a falta ou ausência, a coragem é tudo um mundo só. Sertão, meu mundo.
Abs do Lucio Flávio

Giulio e Teresa Albini (de Udine, Itália) disse...

Complimenti vivissimi, speriamo di poterci incontrare, un caro abbraccio a te e alla Rute

Giulio e Teresa

Dr. Aristides Junqueira (são-joanense ilustre, escritor, comendador, sócio da TSR Advogados Associados e ex-Procurador Geral da República) disse...

Minhas congratulações pela posse. Muitas felicidades.

Dr. Luiz Mauro Andrade da Fonseca (médico, patologista, professor universitário, historiador, escritor, promotor do Encontro de Pesquisadores do Caminho Novo, Diretor secretário do Centro de Memória Belisário Pena da Associação Médica de Barbacena) disse...

Congratulações, Luiz Mauro e Marta.

Sônia Vieira (pianista e Membro da Academia Brasileira de Música) disse...

Prezadíssimo amigo Braga,

Em primeiro lugar, quero parabenizá-lo pela posse como Acadêmico da Academia Formiguense de Letras, ocupando a cadeira cujo patrono é Guimarães Rosa, uma das glórias do Brasil.
Fiquei muito feliz com o reconhecimento de suas qualidades literárias, coisa difícil de ocorrer atualmente no nosso país.
Seu discurso foi, como sempre, brilhante.
Abraços carinhosos para o senhor e sua esposa, da

Sonia Maria Vieira

Anônimo disse...

Felicito o nosso Acadêmico Francisco Braga pelo seu ingresso na Academia Formiguense de Letras, sendo, para nós, da Academia de Letras de São João del Rei, um grande orgulho.

Musse Hallak

Marco Antônio (funcionário do TJMG) disse...

Parabéns ao ilustre Acadêmico por compor mais uma Miríade de estrelas espalhadas por esta Minas Gerais.

Róbson José Abrantes disse...

Parabéns pela posse na Academia na honrosa cadeira patroneada por GR. Você bem merece pertencer a esta egrégio sodalício. Robson Abrantes.

Maria Ercely Coutinho disse...

Parabenizando-o pela merecida posse na Academia Formiguense de Letras, desejo-lhe sucesso, alegrias e realizações.
Maria Ercely

Joao Carlos Ramos (poeta, escritor e Vice-Presidente da Academia Divinopolitana de Letras) disse...

Grande Braga!
O evento da PRÉ-BIENAL DO LIVRO em Divinópolis acontecerá dias 1,2 e 3 de novembro de 2014 no Ginásio Poliesportivo, perto da ADL.

Aproveito para elevá-lo à categoria das estrelas por seu belíssimo discurso de posse na Academia Formiguense de Letras.

Dia 7 de novembro de 2014, no auditório dos Franciscanos (anexo ao Santuário), às 19:30 min.
acontecerá uma homenagem especial à Patrona do Acadêmico Fernando Teixeira que é Cecília Meireles.Também será homenageado Augusto dos Anjos com apresentação poética do grupo capela de Osvaldo André. Será imperdível. O senhor e sua grande amada, a cantora de renome Rute Pardini são convidados!

Prof. José Luiz Celeste (tradutor e ex-professor da EAESP-FGV) disse...

Parabéns pela entronização e pelo discurso, que li com imenso prazer e com a imaginação a voar. Guimarães Rosa foi o escritor preferido de minha adolescência e juventude. Me inspirou o ver das coisas, e eu até dizia que minha vida era antes e depois do "Grande Sertão" .
Vou lhe contar dois causos: um deles nos Estados Unidos, Stanford University, 1975. Havia um programa de rádio em San Francisco, em que liam autores famosos de todo o mundo. Um dia, eu peguei a transmissão pelo meio.. --"Meu Deus... fui ficando aparvalhado. É Guimarães Rosa"... pensei. Era a leitura daquele conto "A TERCEIRA MARGEM DO RIO" . A narrativa foi continuando, naquele crescendo que abala e comove o fundo da alma, e foi, e foi .... e.... terminou. Quando terminou, Braga, o leitor ficou mudo, tudo parou, a vida pausou suspensa, um silêncio sem respiração.
Depois dessa pausa, quebrou-se o encantamento e continuaram ...
-- "THE THIRD EDGE OF THE RIVER" by João Rosa, a brazilian writer....etc.
Outro causo: foi durante uma reunião da Congregação da EAESP-FGV, nos meados da década de 80, se bem me lembro. Eu me sentava próximo do Prof Izidoro Blikstein. Esse me contou que viajara de carro, com a família, pelo norte de Minas, Região de Cordisburgo, parece, que é onde o Guimarães Rosa nasceu, salvo engano. Estou contando de memória, logo pode haver algum engano... já lá se vão 30 anos. Aí, diz o Izidoro que seu filho começou a comentar, durante a viagem de carro, se seria naquela região o chamado SERTÃO... se o SERTÃO era ali.
Então eu disse: --"Izidoro, o próprio Guimarães Rosa, no romance, se faz essa pergunta: "ONDE É O SERTÃO?". Aí fui me alembrando das minhas leituras adolescentes, e continuei, "Olha...ele diz assim: 'para os de Corinto e de Curvelo, o sertão é aqui, onde estamos... mas para nós, o sertão é mais adentro, no liso do Sussuarão, nos buritizais de Goiás... Mas o Senhor me escute...mire e veja...Sertão... é dentro da gente".
O Izidoro me olhou surpreso, e disse: ---"Puxa,.., lindo hein!!"

Alguns anos depois, quando eu estava lá, enrolado com a minha tese, o Izidoro se ofereceu para ser meu orientador, que eu fizesse uma tese no Departamento dele, ele era o chefe. Eu agradeci e disse que estava fora da minha área.
Que burrice, não? Viver é muito perigoso.

Sabe aquele filme "Sociedade dos poetas mortos"? Um dos versos que o professor cita é "Colhei logo os botões de rosa" (Robert Herrick) . Só agora eu entendo. A juventude me parecia eterna. Burrice e empáfia.

Abçs
Celeste

Antonia Maria Almeida Alves disse...

Prezado,

Parabenizo pela conquista.

Atenciosamente,

Antonia Maria Almeida Alves.